quinta-feira, 18 de maio de 2017

Silêncio

Porque será que o silêncio da casa só comigo à noite é tão diferente do silêncio enquanto tu dormes ao meu lado?

Ainda dizem que o silêncio não faz ruído.
Desengana te! 

E escuta bem o barulho do silêncio...

sábado, 13 de maio de 2017

A Mãe é que Sabe Sempre

Quando viajo de casa para o trabalho e vice versa, vários pensamentos me assolam.
Os temas são diversos, tanto penso em trabalho como em amizades ou nas simples tarefas domésticas que tenho (normalmente em atraso) para fazer, por exemplo!

Hoje dei por mim a pensar em como as decisões dos nossos pais, o que eles vão escolhendo enquanto podem para nós e nos afectam para a vida.

De facto não escolhemos nascer. Nascemos. Pura e simplesmente.

E aqui estamos, lançados ao mundo, sem manual de instruções para os ajudar. E eles esforçam-se tanto para não falharem em nada. Em nada. Mas falhamos. Todos falham nalgum momento da vida.

Ora vejamos, reflexões sobre a visão de um filho acabado de nascer...

Dos Zero aos Dois
Nestes primeiros anos andam ao nosso sabor. Podem dizer o contrário, mas somos nós que acordamos a chorar, sem sabermos porquê, mas sabemos com certeza que alguém aparece ou para dar comida ou para mudar a fralda. Tentam jantar fora connosco, mas é uma tragédia em três actos: sopa a voar, pão a voar, azeitonas a voar, gritaria no restaurante. Decidem: NUNCA MAIS O TRAGO!

Dos Dois aos Seis
Aqui já temos alguma consciência do que fazemos de errado ou certo;
Mas temos horários: acordar cedo, vestir, comer porque os nossos pais entram às 09h00 no trabalho e no colégio só nos recebem até às 08h30 (senão não entramos) e depois de nos largarem no nosso emprego a full time, ainda têm normalmente 45 minutos de fila para o emprego. Ao final do dia, se um deles não se atrasar, lá me vem buscar quase às 19h00...e recomeçamos o serão: banho, jantar e dormir! E aqui é que é o caraças! Não gostamos da sopa ou da carne. quereríamos mesmo era massinhas com salsichas e hoje foi peixe! Os pais já fora deles, mandam nos sair da mesa, quase sem comer, e quando alguns minutos depois pedimos uma bolacha, estoira a bomba outra vez! Bolachas não são para as crianças...blá...blá...blá... E vamos dormir. Ou não. Choramos para vestir o pijama, choramos quando nos deitam e ficamos a chorar depois de nos fecharem a porta e dizerem até amanhã. Vence-nos o cansaço e adormecemos...

Dos Sete aos Dez
Aqui as responsabilidades dos nossos pais aumentam...
Ah pois! Para além de toda a rotina matinal habitual já desde os 6 meses, agora existem os chamados TPC`s - Trabalhos Para Casa! Não bastava os nossos pais trabalharem das 09h às 18h, nós estudarmos das 08h00 às 19h00, ainda trazemos tarefas para casa, em vez de no pouco tempo que temos acordados pudéssemos brincar, desfrutar de algum lazer com os nossos pais. Estarão a criar máquinas ou gente? Não entendi ainda... Porque para mim, criança tem que ser criança, sempre. Educada, formada, claro! Mas criança.

Adolescência
Bem aqui nesta fase é o terror... Aqui sabemos tudo, os pais não sabem nada, não percebem nada. Se tivermos a sorte de nos cruzarmos com pessoas boas e não formos influenciáveis, penso que daremos bons adultos; caso contrário poderá ser um problema. Aqui nesta fase é que dá gosto contraria a mãe quando diz que não nos quer a falar com gente estranha ou contraria o pai que nos dá aquele sermão do tabaco, das drogas, dos preservativos. Na minha altura era preciso sim os pais falarem disto seriamente. Agora? Agora o Google responde a tudo o que vocês querem saber! Mesmo que os pais aconselhem ao contrário, o Google ou os nossos amigos é que vão estar sempre certos.

Dos 18 aos 24 Anos
Aqui pensam que são os super heróis e que nada lhes acontece.
Entram na faculdade, frescos que nem alfaces, vão a tudo o que é festas e afins e é só curtir, até que chumbam em quase todas as cadeiras do 1º ano. Não tem problema, porque acham que conseguem fazer dois anos num só, cadeiras do 1º, cadeiras do 2º...ah! E ir a festas, isso não falha. Com alguma dedicação claro, lá se formam e lá chega a altura de ir trabalhar. Procurar emprego não é fácil, mas lá arranjam os primeiros trocos.

Período entre os 25 e os 30
É aqui que tudo muda na nossa perspectiva! E não precisamos ser pais para isso acontecer.

Agora os pais tinham razão quando queriam que fossemos para a natação aos 6 anos, porque era importante para a vida saber nadar;
Agora os pais tinham razão quando diziam que não devíamos dar-nos com este ou aquele amigo;
Agora os pais tinham razão quando diziam que tínhamos que estudar, aplicar-nos mais na escola para podermos ter mais oportunidades de um futuro bom emprego;
Agora os pais tinham razão em praticamente tudo o que pensaram para nós, apesar de nem sempre escolherem bem algumas decisões que tomaram;
Agora os pais são consultados para todas as nossas decisões mais complexas. Sempre consultados.

E agora? Agora os pais seremos nós um dia. 
E Deus queira que consiga ser tão boa mãe como a minha sempre foi (ainda é), porque se escolheu melhor ou pior, foi com toda a certeza sempre a pensar no meu bem.
Mas não há dúvida, o que eles escolhem para nós enquanto crianças influenciará o nosso SER para SEMPRE.


sexta-feira, 12 de maio de 2017

Hoje tem sido uma noite para colocar a escrita em dia, bem como as leituras.
Infelizmente não tenho tido muito tempo para vir ao meu blog, nem sequer para escrever no meu moleskine que comprei em Santiago de Compostela no ano passado.

Sozinha, ouço uma música na televisão, bebo calmamente o meu café e os meus dois quadrados de chocolate preto.

A vida tem esta capacidade de ser simples na sua essência mais pura.
Um serão normal, que me faz feliz, hoje sem ele a jogar computador ao meu lado, apenas e só eu a desfrutar do meu tempo, espaço e silêncio. Ai, como eu gosto de um silêncio de quando em vez...