Este Natal teve um sabor especial, pois carrego comigo a melhor prenda de todas: A nossa filha.
Claro que gostávamos de a ter nos braços ou mesmo já a andar para nos podermos vestir de Pai Natal e vir trazer lhe as prendas à meia noite. Mas calma, cada coisa no seu lugar, cada momento a seu tempo. E se já acho que está tudo a passar tão depressa, nem quero pensar quando a começar a ver crescer cá fora!
A árvore tem o enfeite dela este ano e recebi muitas prendas para ela. Tão bom!
Agora falando de assunto "sério".
A maternidade.
Assusta-me. Não vou mentir.
Desde que decidimos dar este passo até ter a nossa filha nos braços é um instante. E se correr tudo bem, melhor. Nisso não me posso queixar, tenho tido uma gravidez fantástica, sem grandes sobressaltos, nem grande mau estar.
Mas assusta-me a chegada de uma criança às nossas vidas.
Sabemos que nada será igual, aliás, já há muitas coisas que mudaram - não para pior, entenda-se, nem todas as mudanças são más, são apenas mudanças.
Mas assusta-me principalmente o facto de poder não estar à altura deste papel: o de educar, de criar, de passar valores, de amar, de zelar, de vigiar, o papel de estar presente. Tenho muito medo do tempo, do pouco tempo que temos diariamente, e de não lhe conseguir dar o meu tempo suficiente para que nunca se possa "queixar" que fui, que fomos, ausentes em momentos importantes.
Talvez algumas pessoas pensem que ter um filho é apenas "ter um filho", mas para mim encaro este papel como O Papel da minha vida, O Papel Principal da minha vida, das nossas vidas, O Papel para o qual não existe manual de instruções e onde cada criança tem as suas características, as suas fraquezas, a sua personalidade. Tentaremos com certeza transmitir os nossos valores, aquilo em que acreditamos. Iremos falhar com certeza nalgumas ou muitas coisas, acertar em muitas outras e ainda tentar adivinhar mais umas quantas.
Faz parte do crescimento de todos enquanto família passar por vários processos de aprendizagem em conjunto.
Mas não duvido: o melhor de mim, o melhor de nós, vem a caminho!
Escrevo para mim, porque gosto de me ler. Não tenho pretensões de ser seguida por milhões, este blog nasce desta minha paixão pelas letras, que juntas formam palavras que formam frases e pensamentos meus. Leiam-me, se gostarem. Sigam-me, se quiserem!
quinta-feira, 28 de dezembro de 2017
terça-feira, 19 de dezembro de 2017
Chegámos a Meio da Viagem
Como o tempo passa depressa...
É verdade!
Já faz hoje 20 semanas que te carrego comigo.
E tem sido uma viagem inesquecível. Caraças!
Se estou a gostar disto,? É que estou mesmo a gostar muito disto.
Ao dia de hoje já fazes uma serie de habilidades:
- dormes como um recém nascido;
- chuchas no dedo;
- entretens te com as tuas minúsculas mãozinhas;
- já te sinto fazer me cócegas por dentro;
- já pesas uns 300 gramas;
- sei que já me ouves e já conheces a minha voz;
- medes cerca de 16 a 18 cm - poxa, já tens a medida de um palmo da minha mão!
Adoro dar (te) festinhas na minha barriga, que cresce a cada dia mais um bocadinho, porque sei que as sentes e adoras sentir te acariciada.
Adoro cantar para ti, apesar de cantar mal, mas gosto de ouças música boa.
Então vamos lá continuar esta nossa viagem a três... Rumo às 40 semanas!
#orgulhonaminhabarriga #somosfelizes
#aventuradasnossasvidas
É verdade!
Já faz hoje 20 semanas que te carrego comigo.
E tem sido uma viagem inesquecível. Caraças!
Se estou a gostar disto,? É que estou mesmo a gostar muito disto.
Ao dia de hoje já fazes uma serie de habilidades:
- dormes como um recém nascido;
- chuchas no dedo;
- entretens te com as tuas minúsculas mãozinhas;
- já te sinto fazer me cócegas por dentro;
- já pesas uns 300 gramas;
- sei que já me ouves e já conheces a minha voz;
- medes cerca de 16 a 18 cm - poxa, já tens a medida de um palmo da minha mão!
Adoro dar (te) festinhas na minha barriga, que cresce a cada dia mais um bocadinho, porque sei que as sentes e adoras sentir te acariciada.
Adoro cantar para ti, apesar de cantar mal, mas gosto de ouças música boa.
Então vamos lá continuar esta nossa viagem a três... Rumo às 40 semanas!
#orgulhonaminhabarriga #somosfelizes
#aventuradasnossasvidas
segunda-feira, 4 de dezembro de 2017
Não sei se estarei preparada para o que aí vem.
É verdade.
És uma menina.
E que rica filha tem sido ela, que não pára dois segundos de andar aos pinotes na minha barriga.
Não há dia que a tente "espreitar" numa eco, normal ou a 4D que a rapariguita esteja quieta e na posição ideal para visualização. Ui!
Tão pequena e já com uma personalidade forte 😁 Só pode sair ao pai!!!
Tirando estes pequenos pormenores bons, ela só me tem dado alegrias. Tenho passado tão bem todos os dias que às vezes até me esqueço que estou grávida de 4 meses e meio 😁😁
Aguardemos agora pela eco das 23 semanas, que essa sim vai dizer tudo e mais alguma coisa.
Acho que neste momento já deve ter cerca de 15 centímetros e umas 150 gramas.
Uma crescida a minha filha 😉💗
Haja saúde, que o resto a gente arranja para te criar!
terça-feira, 21 de novembro de 2017
16 Semanas
Chegámos às 16 semanas.
Ao dia de hoje tens já +/- 12 cm e deves pesar unas 100 gramas.
Já és do tamanho do meu Blackberry 😉
Uauuu! Estás enorme.
Tenho passado uma gravidez excelente, nem mau estar, nem mau humor, nem chatices.
Ainda não sabemos se és menino ou menina, estamos curiosos, mas a seu tempo saberemos.
Sem pressas.
Já comprei alguns miminhos para ti, claro!
Nem eu conseguiria ser de outra forma.
Já tens um tapete enorme no teu quarto, já tens o teu muda fraldas, já tens uma chucha, um biberon e dois bonecos e mais algumas roupas e objectos (oferecidos pelos amigos e os avós). Agora o resto virá lá para casa a seu tempo.
Estou orgulhosa da minha barriga, orgulhosa de estar grávida de ti!
Estamos a construir a nossa família, aos poucos, e estamos felizes e ansiosos pela tua chegada em Maio de 2018. Cá te esperamos, mas até lá queremos viver tudo a que temos direito.
#orgulhonaminhabarriga #somosfelizes
Ao dia de hoje tens já +/- 12 cm e deves pesar unas 100 gramas.
Já és do tamanho do meu Blackberry 😉
Uauuu! Estás enorme.
Tenho passado uma gravidez excelente, nem mau estar, nem mau humor, nem chatices.
Ainda não sabemos se és menino ou menina, estamos curiosos, mas a seu tempo saberemos.
Sem pressas.
Já comprei alguns miminhos para ti, claro!
Nem eu conseguiria ser de outra forma.
Já tens um tapete enorme no teu quarto, já tens o teu muda fraldas, já tens uma chucha, um biberon e dois bonecos e mais algumas roupas e objectos (oferecidos pelos amigos e os avós). Agora o resto virá lá para casa a seu tempo.
Estou orgulhosa da minha barriga, orgulhosa de estar grávida de ti!
Estamos a construir a nossa família, aos poucos, e estamos felizes e ansiosos pela tua chegada em Maio de 2018. Cá te esperamos, mas até lá queremos viver tudo a que temos direito.
#orgulhonaminhabarriga #somosfelizes
terça-feira, 7 de novembro de 2017
Borboletas a Nascer
Há notícias que recebemos que demoramos horas, dias, meses a processar.
Esta foi uma delas.
No dia 17 de Setembro soube que ia ser mãe. Algo que queria, claro, foi planeado, mas nunca estamos preparados para ver os traços completos no primeiro teste que fazemos.
As minhas mãos tremiam, as pernas oscilavam sem eira nem beira, o coração bombeava de forma estonteante o sangue para todo o meu corpo. Por momentos achei que me ia dar uma coisa.
Mas resisti.
O pai da criança foi o primeiro a saber. Claro! Fiz ao pé dele o teste.
Por muitos anos achava que um dia queria ser mãe, mas nunca foi nada que me fizesse sentir uma coisa a que algumas apelidam de "chamamento maternal".
Aliás, até há bem pouco tempo tinha sérias dúvidas se daria este passo.
Não porque não achasse que o D. não seria um pai perfeito, antes pelo contrário, sempre achei que seria a pessoa certa, por tudo o que somos individualmente e o que representamos juntos!
Decidimos então no verão (17 de Junho) que eu deixaria de tomar a pílula e tudo seguiria o seu curso normal. Achava eu que iria esperar um ano pelo menos para receber esta notícia, eis senão quando, bastou nos esperar apenas 2 meses. E ainda bem!
Ao dia de hoje completo as 14 semanas, já vi o meu bebé 3 vezes (nas ecos), está tudo bem, tudo perfeito, mas ainda não sei o género. Isso de facto torna-se secundário e pouco relevante quando somos pais e lá dizemos nós o que todos dizem: o importante é que venha com saúde! E é mesmo isso.
A sensação de ver o bebé no pequeno ecrã a rodopiar, a chuchar nos dedos, a virar as costas ou mesmo a fazer o pino (como ontem), deixa nos de coração cheio, uma felicidade que não se consegue explicar de forma nenhuma.
E assim, o meu dicionário acabou de ganhar mais duas palavras novas neste final de ano 2017:
- mãe
e
- filho (a)
Não que não tenha mãe ou que não seja filha, mas sim porque vou ser mãe, vou ter um filho(a)!
Há coisas maravilhosas a acontecer...
(imagem retirada da internet)
Esta foi uma delas.
No dia 17 de Setembro soube que ia ser mãe. Algo que queria, claro, foi planeado, mas nunca estamos preparados para ver os traços completos no primeiro teste que fazemos.
As minhas mãos tremiam, as pernas oscilavam sem eira nem beira, o coração bombeava de forma estonteante o sangue para todo o meu corpo. Por momentos achei que me ia dar uma coisa.
Mas resisti.
O pai da criança foi o primeiro a saber. Claro! Fiz ao pé dele o teste.
Por muitos anos achava que um dia queria ser mãe, mas nunca foi nada que me fizesse sentir uma coisa a que algumas apelidam de "chamamento maternal".
Aliás, até há bem pouco tempo tinha sérias dúvidas se daria este passo.
Não porque não achasse que o D. não seria um pai perfeito, antes pelo contrário, sempre achei que seria a pessoa certa, por tudo o que somos individualmente e o que representamos juntos!
Decidimos então no verão (17 de Junho) que eu deixaria de tomar a pílula e tudo seguiria o seu curso normal. Achava eu que iria esperar um ano pelo menos para receber esta notícia, eis senão quando, bastou nos esperar apenas 2 meses. E ainda bem!
Ao dia de hoje completo as 14 semanas, já vi o meu bebé 3 vezes (nas ecos), está tudo bem, tudo perfeito, mas ainda não sei o género. Isso de facto torna-se secundário e pouco relevante quando somos pais e lá dizemos nós o que todos dizem: o importante é que venha com saúde! E é mesmo isso.
A sensação de ver o bebé no pequeno ecrã a rodopiar, a chuchar nos dedos, a virar as costas ou mesmo a fazer o pino (como ontem), deixa nos de coração cheio, uma felicidade que não se consegue explicar de forma nenhuma.
E assim, o meu dicionário acabou de ganhar mais duas palavras novas neste final de ano 2017:
- mãe
e
- filho (a)
Não que não tenha mãe ou que não seja filha, mas sim porque vou ser mãe, vou ter um filho(a)!
Há coisas maravilhosas a acontecer...
(imagem retirada da internet)
Porque o melhor de mim está para chegar...
Melhor de Mim
Mariza
Hoje, a semente que dorme na terra
E se esconde no escuro que encerra
Amanhã nascerá uma flor
Ainda que a esperança da luz
Seja escassa
A chuva que molha e passa
Vai trazer numa gota amor
Também eu estou
À espera da luz
Deixo-me aqui
Onde a sombra seduz
Também eu estou
À espera de mim
Algo me diz
Que a tormenta passará
É preciso perder
Para depois se ganhar
E mesmo sem ver
Acreditar!
É a vida que segue
E não espera pela gente
Cada passo que dermos em frente
Caminhando sem medo de errar
Creio que a noite
Sempre se tornará dia
E o brilho que o sol irradia
Há-de sempre me iluminar
Quebro as algemas neste meu lamento
Se renasço a cada momento
Meu o destino na vida é maior
Também eu vou
Em busca da luz
Saio daqui
Onde a sombra seduz
Também eu estou
À espera de mim
Algo me diz
Que a tormenta passará
É preciso perder
Para depois se ganhar
E mesmo sem ver
Acreditar!
É a vida que segue
E não espera pela gente
Cada passo que dermos em frente
Caminhando sem medo de errar
Creio que a noite
Sempre se tornará dia
E o brilho que o sol irradia
Há-de sempre nos iluminar
Sei que o melhor de mim
Está para chegar
Sei que o melhor de mim
Está por chegar
Sei que o melhor de mim
Está para chegar
sábado, 30 de setembro de 2017
Escuta o Meu Silêncio
Queria tocar-te
Sentir a tua pele macia…
Mas não posso,
Não te chego, não te alcanço.
Ouço ao longe o som dos tambores,
O som das sirenes, o som dos gatos que miam,
O som das ondas que esvaziam o oceano.
Ouço o som dos teus gritos,
O silêncio do teu sorriso.
Ouço gritares por mim de noite,
Quero chegar-te e não consigo!
Um abraço perdido,
Um olhar vazio,
Um aconchego desse lado,
Neste lado tão meu…
Diz que me queres,
Eu vou a correr, mas sem tempo a perder.
Que vou fazer?
As lágrimas escorrer,
O cansaço toma conta de mim.
Já não sei escrever, já não sei dizer,
Vou tentar não morrer.
Amar é não perdoar.
Amar é não sentir qualquer dor.
Amar é tão e só estar só,
Que de tão só é querer só ser!
Meu poema, presente no livro de Antologia de Poesia Contemporânea "Entre o Sono e o Sonho", Vol. VIII, da Chiado Editora - lançamento hoje em Lisboa.
sexta-feira, 29 de setembro de 2017
Fez o que tinha a fazer...
Décimo (e último) Desafio de Escrita Criativa
Continue, acrescentando-lhe não mais de 300 palavras, o seguinte texto:
Fez o que tinha a fazer...
E este é o meu texto:.
Continue, acrescentando-lhe não mais de 300 palavras, o seguinte texto:
Fez o que tinha a fazer...
E este é o meu texto:.
Fez o que tinha a fazer naquela
noite. Não podia esperar nem mais um segundo para se ver livre do que a
atormentava há anos. Ainda hesitou, mas ele nem teve tempo de dizer olá quando
pôs a chave à porta.
Um tiro de caçadeira atravessou-o
de um lado ao outro. BOOMMM!!
Um estrondo enorme foi ouvido
prédio acima. Lurdes respirou fundo. Sentou-se à porta de casa, junto ao corpo
inanimado do marido. Tinha a certeza que em breve alguém aparecia para saber o
que se passava naquele andar da Rua da Esperança.
Que irónico! Lurdes já pouca
esperança tinha naquela relação de mais de trinta anos. Vivia em permanente
sufoco, tremia sempre que Eduardo metia a chave à porta depois de mais um dia
de trabalho, depois de mais um final de dia no café, depois de mais um dia a chegar
bêbedo a casa e depois de mais uma e outra vez de lhe dar uma e outra sova, até
a deixar por vezes inconsciente. Batia-lhe nem se sabe porquê.
Os filhos, já criados, assistiram
a muitos episódios destes enquanto pequenos. Contudo, nunca a esta dimensão a
que chegou nas últimas semanas.
Lurdes permanecia sentada. Olhar
vazio, fixo na fotografia de casamento de ambos, onde a felicidade aparentemente
reinava. Casou grávida, jovem, sem ter vivido o que era suposto no seu tempo.
Por vergonha, o pai obrigara-a a casar com o pai do filho, com quem não tinha
muita afinidade, mas não teve escolha. Eram outros tempos e valores mais altos
se levantavam.
Nunca foi feliz. Nunca se sentiu
verdadeiramente feliz. Só os filhos lhe davam o sorriso que tudo o resto lhe
faltou sempre. Mas agora, sentiu um alívio inimaginável, só quebrado pelo som
da sirene da polícia. Mas o sofrimento terminou. E agora é feliz.
quinta-feira, 28 de setembro de 2017
A Doença do Século
Nono Desafio de Escrita Criativa
Escreva um texto, com não mais de 300 palavras, que comece e termine com a letra "a".
Este é o meu texto:
Escreva um texto, com não mais de 300 palavras, que comece e termine com a letra "a".
Este é o meu texto:
Anda
triste, semblante baixo.
De
repente o mundo ruiu sem que pudesse sequer escolher o que quer que fosse para
a sua vida.
Apenas
com oito anos, a mãe acabara de sucumbir à puta da doença do século. O cancro.
Primeiro na mama Agora em todo o lado. Foram apenas três semanas.
Os
pais já estavam separados nem um ano tinha completado ainda.
E
ele cá ficou agora, desamparado. De mãe, entenda-se. Os avós, já com alguma
idade, não podem ficar com ele, embora queiram.
Ficará
o pai.
Felizmente
tem agora também estabilidade, emocional e financeira, para que possa ser
criado num lar, com amor e educação, onde já uma pequena irmã o espera de
braços abertos, gritando ao mundo “Eu tenho um mano!”. E que orgulho tem ela
neste irmão.
Mas
esta criança sofre. Em silêncio.
Lembremo-nos:
de repente tudo o que sempre conheceu desde pequeno deixou de existir. Deixou
de ter os amigos da escola onde sempre andou, deixou de estar todos os dias com
os avós maternos, deixou de brincar na rua onde sempre brincou com os vizinhos,
amigos.
No
entanto, o outro lado desta moeda trouxe-lhe uma família renovada. Avôs, avós,
tias, tios, primos, madrasta, padrinhos e uma irmã. E os amigos, a família que
se escolhe.
Tudo
agora será para ele um recomeço.
Apesar
de oito anos, tem maturidade de seis. Voltou a repetir a segunda classe, entrou
para os escuteiros, fez novos amigos e aos poucos se vai ambientando ao novo
lar a tempo inteiro, aprendendo as regras da casa, as rotinas diárias, com
novas responsabilidades.
Mas
de noite, no silêncio do seu quarto e antes de adormecer, suspira por ela:
minha mamã…
segunda-feira, 25 de setembro de 2017
Está lá? Quem fala?
Oitavo Desafio de Escrita Criativa
Escreva, gastando não mais de 300 palavras, um texto que consista APENAS E SÓ num diálogo entre duas pessoas.
Este é o meu texto:
Escreva, gastando não mais de 300 palavras, um texto que consista APENAS E SÓ num diálogo entre duas pessoas.
Este é o meu texto:
- Olá Rita, estás boa?
- Oi Xana, tudo bem e contigo? Os miúdos? O Ricardo? Está
tudo a andar?
- Os miúdos estão bem, foram a Fátima pela escola. Sabes
como é, colégio católico este ano organizaram uma excursão para os alunos todos
irem assistir à procissão das velas. Deve ser muito emocionante.
- Sim, para quem é católico deve ser bem mais do que isso.
Engraçado as escolas organizarem estas visitas.
- Não é só visitar o Santuário, sabes. Foram fazer também
dois dias de caminhada a pé, a chegada ao recinto será feita por todos a pé.
- Este ano também gostava de ter ido a pé a Fátima, mas como
vinha o Papá para o aniversários dos cem anos das aparições calculei que fosse
muita confusão, muita gente, sabes?! E então talvez vá no 13 de Outubro…ainda
não sei. Tenho que me preparar fisicamente para essa jornada.
- Ah pois, já no ano passado fizeste o Caminho de Santiago e
treinaram imenso, não foi?
- Sim, treinei imenso mas não foi o suficiente. Sofri muito.
Seis dias a caminhar, 150 km a pé de mochila às costas, aleijei-me numa coxa,
sabes lá! Por mais que treinemos e caminhemos antes de ir, nunca é o
suficiente.
- Nem imagino!
- Mas a sensação de chegar é única, sabes?! Só vivendo estas
experiências é que podemos dar valor a elas…
- Tens razão.
- Mas olha, não te liguei por causa disso… queres ir jantar
logo? Estou sozinha, o Daniel foi ver a bola e a seguir deve ir para o
Marquês…que tal um petisco, hein?
- OK! Combinado!
- Beijinhos, até logo.
- Beijinhos.
terça-feira, 19 de setembro de 2017
Em Setembro...
- Termina o Verão, começa uma nova estação.
- Começam as aulas;
- No trabalho há sempre novidades;
- Vêm as manhãs frias, as tardes amenas e os finais de dia mais escuros;
- O pijama ocupa o lugar dos calções curtos;
- As meias sabem bem para dormir;
- O edredon está quase a sair do armário;
- E faz hoje 16 anos que falámos pela última vez as duas...
Em Setembro recordo os nossos risos, as nossas conversas, os nossos passeios, as nossas saídas nocturnas, as nossa adolescência, a nossa felicidade...
Em Setembro recordo-te mais do que nunca!!
Em Setembro partiste, é verdade, e a vida não voltou mais a ser a mesma. Digam o que disserem, mas a tua falta faz se ainda sentir. E muito.
Por isso não gosto de te lembrar no dia 20, aquele dia, mas sim no dia 19, no dia em que te ouvi falar pela última vez... E tínhamos tantos planos para nós, para ti, para mim, para todas!
Fazes cá tanta falta... Um dia já sei que nos reuniremos todas, a uma mesa redonda, e falaremos das aventuras que vivemos e daquelas que apenas planeamos. Até breve minha amiga...
quarta-feira, 6 de setembro de 2017
Uma Revelação Surpreendente
Sétimo Desafio de Escrita Criativa
Escreva um texto, com não mais de 300 palavras, em que haja, logo no começo, uma revelação surpreendente.
Este é o meu texto:
Escreva um texto, com não mais de 300 palavras, em que haja, logo no começo, uma revelação surpreendente.
Este é o meu texto:
“O Mário morreu.”
A notícia chegou a toda a aldeia da
pior maneira: na capa do jornal regional.
Por sorte o Ti Manel ainda assina o jornal semanal e na Casa do Povo lá o vai
folheando nos dias mais parados, para ver as novidades do concelho. E que
novidade esta, hein?! Ninguém esperava.
O Mário tinha ali estado na semana
passada a beber o seu branquinho fresco e cheio de vigor, imagem que o
caracterizava. Aos 93 anos ainda conduzia o seu velhinho carocha com uma
habilidade impressionante. Sim, porque não é fácil conduzir um carro tão antigo
sem direção assistida pelas estradas sinuosas da beira.
Mário
era mesmo um excelente homem. Toda a gente gostava dele nas redondezas. Ele
jogava às cartas, dominó, à malha e ainda dava uma perninha nos matraquilhos se
lhe pedissem muito. Que bom homem. Vai deixar saudades.
Estava anunciado o dia
do velório e do funeral para o dia seguinte. Todas as aldeias estavam a planear
uma homenagem sentida ao homem da terra. Era uma semana triste aquela no
concelho… seria recordado para sempre.
terça-feira, 5 de setembro de 2017
O Amor é...
"O amor é uma espécie de preconceito", de Charles Bukowski
Explore, de forma criativa e num texto com não mais de 300 palavras, o que esta frase transmite.
Este é o meu texto:
O amor… Esse sentimento tão simples e complicado pelo ser
humano.
Afinal, o que é o amor? No seu
sentido único da palavra, digamos.
Será um conjunto de sensações
distintas, que tanto fazem rir como chorar? Não, isto é uma peça de teatro!
Será apenas e só o conjunto de
duas pessoas que se gostam e se misturam sexualmente? Não! Isto é só a fase da paixão!
Será então viver a dois,
desfrutar dos bons momentos, dos maus, dos almoços em família ou aquele serão
com os amigos chatos dele? Sim, está mais perto esta descrição!
Será então o amor uma espécie de
preconceito assumido, de quem ama e tem vergonha de o dizer ou de quem é amado
e espalha ao mundo essa realidade?
Ou será o amor o culminar dos
nossos sentimentos mais nobres? Possivelmente.
Mas será nobre bater numa mulher,
por amor?
Será nobre oprimir uma mulher,
por amor?
Será ainda mais nobre matar uma
mulher, por amor?
Não! Nenhuma destas afirmações terá
com toda a certeza alguma nobreza implícita.
O amor é nobre sim, com os seus
defeitos e preconceitos inerentes a cada relação, mas tem que ser uma partilha
constante de momentos, de ideias, de carinhos, de vida, de estar.
Amai-vos uns aos outros, já dizia
o profeta. E ele tem razão, que a vida sem amor é um triste e preconceituoso
estar de alma, mas de alma vazia, sem substâncias.
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