Ingredientes:
Amor, saúde, felicidade, harmonia, cumplicidade, humor e uma pitada de mau feitio;
Juntar o amor, com a saúde e a felicidade.
Mexer bem e deixar a repousar.
Depois, juntar a harmonia, a cumplicidade, o humor, em doses iguais, à pitada de mau feitio.
Mexer levemente, até que tudo fique uniforme.
Depois, colocar tudo numa taça nova, limpa, dar só uma ou duas voltas e deixar cozinhar a 80 graus, mexendo sempre sem parar para não deixar que nada se evapore.
Vá provando para verificar que está sempre tudo no ponto.
Se faltar alguma coisa entretanto, repita algum dos procedimentos, juntando-lhe uma pitada do que acha que está em falta.
Vai ver que a receita da felicidade resulta sempre.
Desde que cada um a ajuste às suas rotinas, acrescentando ou retirando um ou mais ingredientes ao longo da cozedura. Se achar que falta algum ingrediente à base, acrescente a gosto. É sempre bem vindo quem vier por bem.
Contudo, para que resulte, a receita inicial tem que conter sempre estes ingredientes base, para nunca comprometer a estrutura.
Depois é ir ajustando ao longo do tempo.
E servir sempre quentinho.
Bom apetite!
Escrevo para mim, porque gosto de me ler. Não tenho pretensões de ser seguida por milhões, este blog nasce desta minha paixão pelas letras, que juntas formam palavras que formam frases e pensamentos meus. Leiam-me, se gostarem. Sigam-me, se quiserem!
quarta-feira, 27 de junho de 2018
quinta-feira, 7 de junho de 2018
Sobrevivemos ao 1º Mês
Agora que já passou um mês, já posso desabafar à vontade.
A maternidade é muito difícil. Porra!
Não fosse o pai da criança ter os primeiros 15 dias connosco de licença e acho que tudo desabava com muita facilidade.
Cada semana é uma etapa distinta. Isto para não dizer "cada dia"!
Se não é por causa do comer é por causa das cólicas, se não são cólicas nem comida é por causa dos sonos trocados. Todos os dias são diferentes. Mas o cansaço é igual. E é muito.
Na primeira / segunda semana em casa, tínhamos de acordá-la de 2 em 2 horas para mamar. Perdeu muito peso desde que nasceu e tinha que o recuperar entretanto. Tive dificuldades na amamentação, no inicio não pegava muito bem, até que depois da primeira consulta de enfermagem no centro de saúde as coisas melhoraram. E engordou. Engordou tão bem que depressa passou a ser desnecessário acordá-la para mamar; passou a acordar sozinha, por regra de 3 em 3 horas.
Na terceira semana tudo parecia encaminhar. Comia bem, dormia bem.
Só que não.
Comer ainda lá vai, agora dormir...ui... A moça tem mau dormir, dorme com o "fole" aberto, sempre a palrar sozinha. Não sei se a sonhar ou não, mas não deixa o pai dormir. Eu já me habituei a estes sons, estamos juntas todo o dia, todos os dias, e nas sestas diurnas é igual, a diferença é o silêncio da noite, onde qualquer som parece pior do que na realidade é.
Eu acabo por adormecer a ouvi-la palrar enquanto sonha e dorme. E aquele primeiro sono nocturno vale ouro! Quando acordo de repente, olho para o relógio, e vejo que só passou uma hora. Mas pareceu-me na realidade quatro horas. E ela continua, a dormir e a falar "sozinha".
Mas e o resto?
Tudo na minha / nossa vida se alterou.
De repente e sem ninguém avisar.
Sabíamos que a maternidade iria ser difícil, mas nunca pensei que fosse tanto.
Começa logo por uma parte essencial neste processo, que é a mãe, não estar a 100%, logo na altura em que mais o bebé precisa dela. Mas quem diria que a dormir só 2 ou 4 horas por dia o meu corpo iria aguentar tanto?
Será que aquilo que dormimos na gravidez afinal acumula em horas para gastar no primeiro mês de vida do nosso filho?
Só pode!
O corpo reservou nalgum lugar estes créditos!
Só passou um mês, é certo.
Mas as mudanças são muitas. E ninguém está preparado para elas, por mais que queiras ser mãe, ser pai, ninguém sabe o que nos espera.
A natureza tem de facto um papel importante neste processo: faz nos esquecer rápido as privações iniciais de cuidar de um recém nascido. Por isso é que há irmãos no mundo, senão ninguém teria coragem para voltar a ter filhos! Por mim falo, que enquanto me lembrar de tudo isto, só tenho olhos para a Catarina, não quero mais filhos.
O primeiro mês é todo ele uma aprendizagem mútua:
- a mãe aprende com o filho;
- o filho aprende com a mãe;
- a mãe e o pai aprendem juntos;
- o filho aprende com os pais, TUDO!
Um recém nascido não sabe nada.
Não sabe comer, não sabe usar as mãos, não sabe chuchar. Teremos o papel mais importante de todos nesta vida: ensinar. Educar será mais à frente, para já ensinar é a palavra mais correta.
Este exaustivo primeiro mês tem um sabor um pouco agridoce: damos muito ao bebé e recebemos pouco em troca. Ele faz pouco para além de comer, dormir e necessidades. E nós fazemos pouco mais do que lhe dar maminha, trocar a fralda e aconchegar para dormir da melhor forma, envoltos em cansaço extremo.
No entanto, é um mês muito importante para estabelecermos laços.
Aproveitamos para dar amor, carinho, conversar com ela, acalmar quando chora, dar colinho, fazer massagens para aliviar as dores, dar banho, usar roupas lavadas e bonitas, mima la dos pés à cabeça.
Conversamos muito com ela - eu tento cantar, mas não é o meu forte.
Estamos a aprender a viver a três. E tem sido uma aventura daquelas com direito a bolinha no canto direito do ecrã. Mas temos a certeza que tudo valerá a pena. Para já, tem valido!
Pais Felizes. Filhos Felizes.
Este é o meu lema.
Para a frente é o caminho.
Que A Aventura das nossas vidas continue...
A maternidade é muito difícil. Porra!
Não fosse o pai da criança ter os primeiros 15 dias connosco de licença e acho que tudo desabava com muita facilidade.
Cada semana é uma etapa distinta. Isto para não dizer "cada dia"!
Se não é por causa do comer é por causa das cólicas, se não são cólicas nem comida é por causa dos sonos trocados. Todos os dias são diferentes. Mas o cansaço é igual. E é muito.
Na primeira / segunda semana em casa, tínhamos de acordá-la de 2 em 2 horas para mamar. Perdeu muito peso desde que nasceu e tinha que o recuperar entretanto. Tive dificuldades na amamentação, no inicio não pegava muito bem, até que depois da primeira consulta de enfermagem no centro de saúde as coisas melhoraram. E engordou. Engordou tão bem que depressa passou a ser desnecessário acordá-la para mamar; passou a acordar sozinha, por regra de 3 em 3 horas.
Na terceira semana tudo parecia encaminhar. Comia bem, dormia bem.
Só que não.
Comer ainda lá vai, agora dormir...ui... A moça tem mau dormir, dorme com o "fole" aberto, sempre a palrar sozinha. Não sei se a sonhar ou não, mas não deixa o pai dormir. Eu já me habituei a estes sons, estamos juntas todo o dia, todos os dias, e nas sestas diurnas é igual, a diferença é o silêncio da noite, onde qualquer som parece pior do que na realidade é.
Eu acabo por adormecer a ouvi-la palrar enquanto sonha e dorme. E aquele primeiro sono nocturno vale ouro! Quando acordo de repente, olho para o relógio, e vejo que só passou uma hora. Mas pareceu-me na realidade quatro horas. E ela continua, a dormir e a falar "sozinha".
Mas e o resto?
Tudo na minha / nossa vida se alterou.
De repente e sem ninguém avisar.
Sabíamos que a maternidade iria ser difícil, mas nunca pensei que fosse tanto.
Começa logo por uma parte essencial neste processo, que é a mãe, não estar a 100%, logo na altura em que mais o bebé precisa dela. Mas quem diria que a dormir só 2 ou 4 horas por dia o meu corpo iria aguentar tanto?
Será que aquilo que dormimos na gravidez afinal acumula em horas para gastar no primeiro mês de vida do nosso filho?
Só pode!
O corpo reservou nalgum lugar estes créditos!
Só passou um mês, é certo.
Mas as mudanças são muitas. E ninguém está preparado para elas, por mais que queiras ser mãe, ser pai, ninguém sabe o que nos espera.
A natureza tem de facto um papel importante neste processo: faz nos esquecer rápido as privações iniciais de cuidar de um recém nascido. Por isso é que há irmãos no mundo, senão ninguém teria coragem para voltar a ter filhos! Por mim falo, que enquanto me lembrar de tudo isto, só tenho olhos para a Catarina, não quero mais filhos.
O primeiro mês é todo ele uma aprendizagem mútua:
- a mãe aprende com o filho;
- o filho aprende com a mãe;
- a mãe e o pai aprendem juntos;
- o filho aprende com os pais, TUDO!
Um recém nascido não sabe nada.
Não sabe comer, não sabe usar as mãos, não sabe chuchar. Teremos o papel mais importante de todos nesta vida: ensinar. Educar será mais à frente, para já ensinar é a palavra mais correta.
Este exaustivo primeiro mês tem um sabor um pouco agridoce: damos muito ao bebé e recebemos pouco em troca. Ele faz pouco para além de comer, dormir e necessidades. E nós fazemos pouco mais do que lhe dar maminha, trocar a fralda e aconchegar para dormir da melhor forma, envoltos em cansaço extremo.
No entanto, é um mês muito importante para estabelecermos laços.
Aproveitamos para dar amor, carinho, conversar com ela, acalmar quando chora, dar colinho, fazer massagens para aliviar as dores, dar banho, usar roupas lavadas e bonitas, mima la dos pés à cabeça.
Conversamos muito com ela - eu tento cantar, mas não é o meu forte.
Estamos a aprender a viver a três. E tem sido uma aventura daquelas com direito a bolinha no canto direito do ecrã. Mas temos a certeza que tudo valerá a pena. Para já, tem valido!
Pais Felizes. Filhos Felizes.
Este é o meu lema.
Para a frente é o caminho.
Que A Aventura das nossas vidas continue...
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