Amigos
Ao longo da vida felizmente consegui construir uma pequena rede de bons amigos à minha volta.
Desde pequena que consigo ter a percepção de quais é que valem a pena e quais não valem nada.
No entanto, esta percepção nem sempre funcionou, confesso.
Algumas decepções com amigas, principalmente na altura dos meus 15 / 16 anos. Sempre dei tudo pelas minhas amizades, sempre investi o melhor de mim. E nessas alturas fui "espezinhada" literalmente.
Coisas de adolescentes, com certeza, que não têm bem a noção do que estará mais certo ou mais errado.
Conto pelos dedos das mãos (e talvez ainda sobrem dedos) aqueles que actualmente valem a pena.
Cresci num bairro de Lisboa onde as amizades eram genuínas. Brincávamos em casa uns dos outros mas muito especialmente na rua. A minha amiga mais antiga conheço-a desde o dia que nasci. A minha Mana Catatua (como a avó Maria nos chamava com tanto carinho). No dia em que ela decidiu ir embora dali chorei, revoltada, pelo que me estava a acontecer. Ia ficar sem ela, sem a minha irmã...
Mais tarde compreendi que querer viver com a mãe fazia todo o sentido para ela. Nunca perdemos contacto, apesar de não estarmos sempre juntas e raramente nos encontrarmos... Ela é feliz, está bem na vida, e isso é que importa realmente, certo? Amigas para todo o sempre, assim seremos nós! Sem dúvida!
O Tempo
Gostava de ter mais tempo para poder mimar as minhas amigas mais distantes...aquelas que nunca me esqueço, mas o tempo, maldito tempo, não chega para chegar a todas :(
A minha Carol, os meus queridos amigos Ferreira (bigs) e a minha gémea Maraina; a minha Mondres do coração; a minha prima Elsa de Santarém, minha Claú eborense e claro, a minha Aninhas :-)... Minha Ritinha, minha Alenker... tudo gente boa, em quem penso com muita frequência. (claro que estes estão noutro patamar...)
Gostava que o meu dia tivesse 48 horas, para poder depois de trabalhar 7h e outras 7h a dormir, o resto para lazer, desfrutar desta oportunidade que nos deram na Terra para viajar, conviver com os amigos, com a família. Porque nem para a família temos tempo...
Contudo, ao longo da vida cruzam-se connosco muitas outras pessoas.
Umas interessantes, outras nem tanto.
Algumas ficam por uma temporada, outras ficam para sempre.
E cada vez mais aprendi a dar valor às amizades que valem a pena deixar que fiquem para sempre...
Aquelas pessoas que acrescentam valor à nossa vida, que ficam felizes com a minha felicidade, que ficam eufóricas com as minhas conquistas, que ficam tristes se eu estou triste, que me enxugam as lágrimas se for preciso, que riem comigo às gargalhadas sem motivos e que me ensinam sempre alguma coisa nesta vida.
Pessoas que valem a pena
São estas que vou querer ter sempre por perto...E tenho.
Os Suspeitos do Costume
Que se têm revelado as melhores pessoas do mundo e estão sempre lá!
Quando é preciso e quando não é.
Sejamos felizes. Todos!
Vocês sabem quem são...
Escrevo para mim, porque gosto de me ler. Não tenho pretensões de ser seguida por milhões, este blog nasce desta minha paixão pelas letras, que juntas formam palavras que formam frases e pensamentos meus. Leiam-me, se gostarem. Sigam-me, se quiserem!
quinta-feira, 24 de março de 2016
segunda-feira, 21 de março de 2016
Poesia
Hoje comemora-se o Dia Mundial da Poesia.
Deixo aqui um dos meus poemas favoritos de Fernando Pessoa.
Não cumprir um dever,
Ter um livro para ler
E não fazer!
Ler é maçada,
Estudar é nada.
Sol doira
Sem literatura
O rio corre, bem ou mal,
Sem edição original.
E a brisa, essa,
De tão naturalmente matinal,
Como o tempo não tem pressa...
Livros são papéis pintados com tinta.
Estudar é uma coisa em que está indistinta
A distinção entre nada e coisa nenhuma.
Quanto é melhor, quanto há bruma,
Esperar por D.Sebastião,
Quer venha ou não!
Grande é a poesia, a bondade e as danças...
Mas o melhor do mundo são as crianças,
Flores, música, o luar, e o sol, que peca
Só quando, em vez de criar, seca.
Mais que isto
É Jesus Cristo,
Que não sabia nada de finanças
Nem consta que tivesse biblioteca...
Fernando Pessoa, in "Cancioneiro"
Deixo aqui um dos meus poemas favoritos de Fernando Pessoa.
Liberdade
Ai que prazerNão cumprir um dever,
Ter um livro para ler
E não fazer!
Ler é maçada,
Estudar é nada.
Sol doira
Sem literatura
O rio corre, bem ou mal,
Sem edição original.
E a brisa, essa,
De tão naturalmente matinal,
Como o tempo não tem pressa...
Livros são papéis pintados com tinta.
Estudar é uma coisa em que está indistinta
A distinção entre nada e coisa nenhuma.
Quanto é melhor, quanto há bruma,
Esperar por D.Sebastião,
Quer venha ou não!
Grande é a poesia, a bondade e as danças...
Mas o melhor do mundo são as crianças,
Flores, música, o luar, e o sol, que peca
Só quando, em vez de criar, seca.
Mais que isto
É Jesus Cristo,
Que não sabia nada de finanças
Nem consta que tivesse biblioteca...
Fernando Pessoa, in "Cancioneiro"
domingo, 20 de março de 2016
Primavera
A Primavera chegou. Finalmente.
Esta é a estação do ano que mais gosto e este ano veio mais cedo do que o habitual.
As flores começam a aparecer, os dias começam a ser maiores e as noites mais pequenas.
O frio a pouco e pouco abandona o nosso país e a vontade de ir até à praia surge.
As roupas ganham cor e os cinzentos e pretos do inverno ficarão mais uma época encerrados nos roupeiros.
O chapéu de chuva está sempre alerta, mas raramente sairá do carro.
Esta época é a mais bonita do ano.
Na primavera tudo acontece. Preparamos novos desafios, esperamos ansiosamente pelo verão e num ápice tudo termina... são assim os dias loucos desta vida desgraçada. O tempo corre, corre sem parar, sem nunca o conseguirmos agarrar. É triste ver os dias passarem assim tão rápido.
Mas, é a vida...
Esta é a estação do ano que mais gosto e este ano veio mais cedo do que o habitual.
As flores começam a aparecer, os dias começam a ser maiores e as noites mais pequenas.
O frio a pouco e pouco abandona o nosso país e a vontade de ir até à praia surge.
As roupas ganham cor e os cinzentos e pretos do inverno ficarão mais uma época encerrados nos roupeiros.
O chapéu de chuva está sempre alerta, mas raramente sairá do carro.
Esta época é a mais bonita do ano.
Na primavera tudo acontece. Preparamos novos desafios, esperamos ansiosamente pelo verão e num ápice tudo termina... são assim os dias loucos desta vida desgraçada. O tempo corre, corre sem parar, sem nunca o conseguirmos agarrar. É triste ver os dias passarem assim tão rápido.
Mas, é a vida...
sexta-feira, 11 de março de 2016
quarta-feira, 9 de março de 2016
Umberto Eco
Confesso que nunca li muitos livros deste autor.
Li dois na realidade.
Esta semana li até uma entrevista que ele deu ao jornalista José Rodrigues dos Santos, há uns anos, na sua casa / biblioteca. Eco é controverso, único e irónico.
Recentemente voltei a ler "A Bilioteca", por causa da faculdade, uma obra pequenina mas extremamente interessante. E agora, após a morte deste autor extremamente controverso voltei a ler, para mim o melhor livro dele, "O Nome da Rosa". Aliás, estou a ler...
O filme é extraordinário (com o excelente, grandioso Sir Sean Connery), mas nada como livro.
Segue a sinopse do mesmo, retirada da www.wikipedia.com
Li dois na realidade.
Esta semana li até uma entrevista que ele deu ao jornalista José Rodrigues dos Santos, há uns anos, na sua casa / biblioteca. Eco é controverso, único e irónico.
Recentemente voltei a ler "A Bilioteca", por causa da faculdade, uma obra pequenina mas extremamente interessante. E agora, após a morte deste autor extremamente controverso voltei a ler, para mim o melhor livro dele, "O Nome da Rosa". Aliás, estou a ler...
O filme é extraordinário (com o excelente, grandioso Sir Sean Connery), mas nada como livro.
Segue a sinopse do mesmo, retirada da www.wikipedia.com
Humberto Eco retratou um episódio, passado durante a Idade
Média, no qual o riso era considerado, pela Igreja, um pecado.
O enredo d'O Nome da Rosa roda em torno das investigações de
uma série de crimes misteriosos, cometidos dentro de uma abadia medieval. Com
ares de Sherlock Holmes, o investigador, o frade franciscano Willian de
Baskerville, assessorado pelo noviço Adso de Melk, vai a fundo nas suas
investigações, apesar da resistência de alguns dos religiosos do local, até que
desvenda que, as causas do crime, estavam ligadas à manutenção de uma
biblioteca que mantém em segredo obras apócrifas, obras que não seriam aceites
em consenso pela igreja cristã da Idade Média, como é a obra risonha criada por
Eco e atribuída romanescamente a Aristóteles.
A aventura de William de Baskerville é desta forma uma
aventura quase quixotesca.
terça-feira, 8 de março de 2016
M...de Mulher
Hoje celebra-se em praticamente todo o Mundo o dia da Mulher.
Um dia importante, sem dúvida. Mas pergunto:
Não deverá ser este dia, todos os dias ou sempre que um alguém quiser?
Simmmm!!!
O comércio aproveita mais este dia para vender mais umas coisas, nomeadamente flores.
As flores têm muita saída hoje.
Mas ser mulher é extremamente interessante.
No entanto, eu acho que deveria ter nascido homem. Não sei. É só uma ideia que eu tenho.
Dia Feliz a Todas as MULHERES da minha vida: mãe, avós, tias, primas, cunhadas, sobrinhas e amigas.
Sem nós o mundo era com toda a certeza muito mais triste. Disso, eu não duvido!
Um dia importante, sem dúvida. Mas pergunto:
Não deverá ser este dia, todos os dias ou sempre que um alguém quiser?
Simmmm!!!
O comércio aproveita mais este dia para vender mais umas coisas, nomeadamente flores.
As flores têm muita saída hoje.
Mas ser mulher é extremamente interessante.
No entanto, eu acho que deveria ter nascido homem. Não sei. É só uma ideia que eu tenho.
Dia Feliz a Todas as MULHERES da minha vida: mãe, avós, tias, primas, cunhadas, sobrinhas e amigas.
Sem nós o mundo era com toda a certeza muito mais triste. Disso, eu não duvido!
segunda-feira, 7 de março de 2016
100 Livros Fascinantes
Inspirada por um artigo que vi recentemente no blog que um colega da faculdade, (https://mhjgomes.wordpress.com/), onde tem um post referente aos 33 livros para ler antes dos 30 anos, deixo aqui a lista do jornal The Telegraph dos 100 livros que
devemos ler antes de morrer!
Os nomes em destaque (vermelho) são dos livros que já li.
Confesso que alguns não li o livro, mas vi o filme…não é a
mesma coisa, mas já é qualquer coisa!
Boas leituras!!
100. O Senhor dos Anéis, de J.R.R. Tolkien
99. O sol é para todos, de Harper Lee
98. The
Home and the World, de Rabindranath Tagore
97. O guia do mochileiro das galáxias, de Douglas Adams
96. As mil e uma noites, de autor desconhecido
95. Os Sofrimentos do Jovem Werther, de Johann Wolfgang von
Goethe
94. Midnight’s Children, de Salman Rushdie
93. O Espião que Sabia Demais, de John Lê Carré
92. Cold
Comfort Farm, de Stella Gibbons
91. O Conto de Genji, de Lady Murasaki
90. Under
the Net, de Iris Murdoch
89. O Carnê Dourado, de Doris Lessing
88. Eugene
Onegin, de Alexander Pushkin
87. On the
Road, de Jack Kerouac
86. O Pai Goriot, de Honoré de Balzac
85. O vermelho e o negro, de Stendhal
84. Os três mosqueteiros, de Alexandre Dumas
83. Germinal, de Emile Zola
82. O Estrangeiro, de Albert Camus
81. O nome da rosa, de Umberto Eco
80. Oscar e Lucinda – Uma história de amor, de Peter Carey
79. Vasto Mar de Sargaços, de Jean Rhys
78. Alice no país das maravilhas, de Lewis Carroll
77. Ardil 22, de Joseph Heller
76. O Processo, de Franz Kafka
75. Cider
with Rosie, de Laurie Lee
74. Waiting
for the Mahatma, de RK Narayan
73. Nada de Novo no Front, de Erich Remarque
72. Dinner
at the Homesick Restaurant, de Anne Tyler
71. O Sonho da Câmara Vermelha, de Cao Xueqin
70. O Leopardo, de Giuseppe Tomasi di Lampedusa
69. Se um viajante numa noite de inverno, de Italo Calvino
68. Crash, de JG Ballard
67. Uma curva no rio, de VS Naipaul
66. Crime e Castigo, de Fiódor Dostoiévski
65. Dr. Jivago, de Boris Pasternak
64. A trilogia do Cairo, de Naguib Mahfouz
63. O médico e o monstro, de Robert Louis Stevenson
62. As viagens de Gulliver, de Jonathan Swift
61. Meu Nome é Vermelho, de Orhan Pamuk
60. Cem anos de solidão, de Gabriel García Márquez
59. Campos de Londres, de Martin Amis
58. Os detectives selvagens, de Roberto Bolaño
57. O Jogo das Contas de Vidro, de Herman Hesse
56. O tambor, de Günter Grass
55. Austerlitz, de WG Sebald
54. Lolita, de Vladimir Nabokov
53. A decadência de uma espécie, de Margaret Atwood
52. O apanhador no campo de centeio, de JD Salinger
51. Underworld, de Don DeLillo
50. Amada, de Toni Morrison
49. As vinhas da ira, de John Steinbeck
48. Go Tell
It On the Mountain, de James Baldwin
47. A Insustentável Leveza do Ser, de Milan Kundera
46. O
Apogeu de Miss Jean Brodie, de Muriel Spark
45. Le
Voyeur, de Alain Robbe-Grillet
44. A náusea, de Jean-Paul Sartre
43. A tetralogia
Coelho, de John Updike
42. As Aventuras de Huckleberry Finn, de Mark Twain
41. O cão dos Baskervilles, de Arthur Conan Doyle
40. A essência da paixão, de Edith Wharton
39. Quando tudo se desmorona, de Chinua Achebe
38. O
Grande Gatsby, de F. Scott Fitzgerald
37. The
Warden, de Anthony Trollope
36. Os Miseráveis, de Victor Hugo
35. Lucky Jim, de Kingsley Amis
34. O sono eterno, de Raymond Chandler
33.
Clarissa , de Samuel Richardson
32. A Dance
to the Music of Time, de Anthony Powell
31. Suite francesa, de Irène Némirovsky
30. Reparação, de Ian McEwan
29. A vida: modo de usar, de Georges Perec
28. Tom
Jones, de Henry Fielding
27.
Frankenstein, de Mary Shelley
26.
Cranford, de Elizabeth Gaskell
25. The
Moonstone, de Wilkie Collins
24. Ulysses, de James Joyce
23. Madame Bovary, de Gustave Flaubert
22. Passagem para a Índia, de EM Forster
21. 1984, de George Orwell
20. A Vida e as Opiniões do Cavalheiro Tristram Shandy, de
Laurence Sterne
19. A Guerra dos Mundos, de HG Wells
18. Scoop,
de Evelyn Waugh
17. Tess of
the D’Urbervilles, de Thomas Hardy
16.
Brighton Rock, de Graham Greene
15. The
Code of the Woosters, de PG Wodehouse
14. O Morro dos Ventos Uivantes, de Emily Brontë
13. David Copperfield, de Charles Dickens
12. Robinson Crusoe, de Daniel Defoe
11. Orgulho e preconceito, de Jane Austen
10. Don Quixote de La Mancha, de Miguel de Cervantes
9. Mrs Dalloway, de Virginia Woolf
8. Desonra, de JM Coetzee
7. Jane Eyre, de Charlotte Brontë
6. Em Busca do Tempo Perdido, de Marcel Proust
5. O coração das trevas, de Joseph Conrad
4. Retrato de uma Senhora, de Henry James
3. Anna
Karenina, de Leo Tolstoy
2. Moby
Dick, de Herman Melville
1. Middlemarch: Um Estudo da Vida Provinciana, de George Eliot
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