quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Fazer Algo por Mim

Há dias para tudo.
há dias para começar, dias para acabar, dias para rir e outros até para chorar.
No entanto, neste dia trinta de setembro será um dia para RECOMEÇAR.
Escolhi este dia.
Não foi por acaso.
Hoje termina mais um mês e com ele ficam apenas a faltar 3 meses para o final do ano
E hoje termina assim o terceiro trimestre de dois mil e quinze.

E neste blog tenho partilhado as minhas aventuras, ideias, poemas. No fundo memórias de uma miúda como outra qualquer, mas no fundo muito diferente de todas as outras: EU!

Verdade. Diferente de todas. Porquê? 
Ora vejamos: tenho em mim todos os sonhos do MUNDO! Sim, isso faz de mim muito diferente. Porquê? Porque todas as que conheço, da minha idade, mais coisa menos coisa, têm para com elas UM sonho: serem mães!

Que aborrecidas!

Ser mãe não pode ser uma condicionante para tudo o resto deixar de existir. Certo?
Se quero ser mãe? Sim, claro que quero, no entanto não quero SÓ SER MÃE.
Algumas mães são umas chatas! Só falam na criança e nos biberons e nas fraldas e nas noites sem dormir... Ah! Desculpem. Falam também das gracinhas, dos sons, dos mimos...Ah! Pois. 
Que chatas! 
E as papas e as cólicas e os primeiros passos...
Hello!!!!
Lá porque são mães, será que o resto do MUNDO deixa de existir e tudo se centra apenas e só no rebento?
Opá! Por amor de DEUS, arrangem uma vida... 
Não! Uma vida qualquer, não!! Uma vida interessante, porra!!!

Lá porque são mães não deixaram de ser MULHERES, certo?
Portanto, comportem-se como tal! Nos jantares de amigas, por favor, falem de roupas, de acessórios de moda, de filmes, de séries, de livros, viagens, perfumes, cosmética...trabalho, até podem falar de trabalho! Mas deixem de centralizar TUDO O QUE FALAM NO RAIO DOS MIÚDOS QUE NÃO SE AGUENTA.

Enfim...onde é que eu ia...

Ah! Já sei...Recomeços...
Retomei o ginásio com mais frequência. Exercício faz-me bem, mexer-me é essencial já que tenho um trabalho um pouco sedentário. 

E hoje tive plena consciência de uma coisa: apesar de já ter 34 anos e nem aparentar tanto assim, o meu corpo já não responde da mesma forma que aos 25.
Parece ridícula esta observação, mas achamos sempre que estamos muito bem, que somos novos, que temos tempo...mas não é bem assim. Não.

Cada vez mais os dias correm, o tempo livre escasseia, queremos agarrar tudo e todos ao pé de nós e aos poucos vão desaparecendo pessoas queridas...sinais do tempo, sem dúvida!

Depois são os dramas do peso a mais. Malfadado peso a mais que me persegue há anos!
Não! Não tenho 20 kg a mais...são só uns 3 ou 4, mas estão complicados de me abandonar, bolas!
Tenho facilidade em engordar. Não que coma muito, nem por isso, mas respiro muito ar!
Inspiro "et voilá", toma lá mais dois ou três kg na anca, mais um ou dois nas pernas e nas coxas e para compôr o ramalhete mais dois para a barriga!
E aqui estou eu: 63 kg, um metro e setenta em pleno final de ano! 
Por esta altura, em 2010 pesava apenas e só 54 kg! Brutal! Não havia roupinha que não me ficasse bem (modéstia á parte).

Enfim...resumindo, sabem o que é? É o preço da felicidade. Felizmente amor não me falta (recebo de ti e dou-te em dobro).
E agora que está a terminar o ano, vou fazer algumas coisas boas por mim, que se não for eu a fazer, ninguém o fará!


























(Nota: não quero com este texto ferir susceptibilidades, são apenas reflexões, ideias ou pura ficção. Não se sintam atacados, que nem sequer algumas passagens são de pessoas que convivem comigo frequentemente)

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Oito Coisas que Adoro

Agora que me dediquei um pouco mais à escrita através deste meu blog, tenho descoberto uma série de outros bogs, uns interessantes, outros nem tanto. 
Mas é mesmo assim. O que tem interesse para uns, não tem interesse nenhum para outros.

Mas achei graça a um post no blog Fábrica de Raparigas, que sigo com alguma regularidade, que é acerca das oito coisas que adora ou para fazer antes de...

E como para mim o número oito é o meu número da sorte, resolvi responder a algumas questões relacionadas comigo, e que vi por lá colocadas.

E assim sendo, aqui vão elas:

8 Coisas para fazer antes de morrer
1. Ir ao Peru, a Machu Picchu
2. Adoptar um cão
3. Ter uma vivenda com um jardim
4. Comprar um Range Rover Evoque
5. Aprender a andar de mota
6. Ter um filho
7. Dar a volta ao mundo de jipe
8. Que nunca me falte imaginação para poder escrever

8 Coisas que amas
1. A minha família (marido incluído)
2. Os meus amigos/as
3. Viajar
4. Ler. Livros (em papel mesmo)
5. Escrever
6. Férias
7. Passear de jipe
8. Música

8 Coisas que odeias
1. Favas
2. Dobrada
3. Pessoas egoístas
4. Gente mesquinha
5. Faltas de respeito
6. Amizades de circunstância
7. Inverno
8. Faltas de educação

8 Objectos que te acompanham sempre
1. Telemóvel
2. Óculos
3. Chaves de casa
4. Caderno dos meus desabafos
5. Carteira
6. Geleia Real (by Oriflame)
7. Perfume
8. Um livro

8 Filmes que adoras
1. Seven
2. The Prestige
3. American History X
4. Cidade dos Anjos
5. Silêncio dos Inocentes
6. Into the Wild
7. O Rei Leão
8.O Lobo de Wallstreet

8 Livros que adoras
1. Os Maias
2. O Principezinho
3. No Teu Deserto
4. Diário de Anne Frank
5. Rio das Flores
6.Trilogia Millénium
7. Pensa Num Número
8. Onde Vais Safira?


8 Séries que adoras
1. Lost
2. Band of Brothers
3. Californication
4. Game of Thrones
5. Twin Peaks
6. Six Feet Under
7. The Killing
8.As Crónicas de Sarah Connor



quarta-feira, 23 de setembro de 2015

OUTONO

Termina agora então, finalmente, o Verão.
Estou farta de vestir estas roupas. Estas camisas de manga curta.
Quero ir buscar as botas ao sotão.
As camisolas ao roupeiro do quarto do lado. Os casacos compridos!

Quero ver as folhas de Outono, caídas no chão. As árvores despidas.
A tonalidade laranja dos finais dos dias mais pequenos, mais frescos, a pintar os céus de onde moro.

Não sou de extremos.
Adoro a Primavera. Gosto muito do Outono e detesto o Inverno!
Já o Verão, é bom, para estar de férias, na praia, mergulhar no mar e assistir ao pôr do sol, nas praias alentejanas, únicas.



terça-feira, 22 de setembro de 2015

Escuta o Meu Silêncio
















Nos dias calmos: escuta o meu silêncio.
Nos dias de tormenta: escuta o meu silêncio.
Nos dias que se seguem: escuta o meu silêncio.

Porque na ausência de palavras, só os predestinados entendem o meu silêncio.


"O Homem não é independente a menos que tenha a coragem de estar sozinho", de Halldor Laxness

Frase de introdução ao livro de Valter Hugo Mãe, "A Desumanização".

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

A Lua Que Eu Te Dei

Além de saudosista e sentimentalista, sou ainda uma crente.
É verdade.
E começa hoje o quarto crescente, da lua, claro.

Diz a lenda que cortando o cabelo durante o quarto crescente ele cresce mais rápido.
E por incrível que pareça ou até mesmo absurdo seja, comigo resulta sempre!

Faço questão, desde sempre, de olhar para o calendário e ver quando vai acontecer este fenómeno para poder finalmente escortanhar o cabelo à vontade.

Parece um bocado idiota até, quer dizer, vou cortar o cabelo mas quero que ele cresça rápido.
Não há explicação para isto. 
É assim desde 1981...ou mais coisa, menos coisa.


quarta-feira, 16 de setembro de 2015

London
















Sou uma saudosista. Ponto final. Sou mesmo.
E tenho saudades desta cidade. 
Londres (para quem não reconhece a imagem).
Se pudesse ia lá todos os anos. 
Principalmente na época do Natal que é fantástica.
Faça frio, faça sol, caia chuva, caia neve, toda a gente anda a pé por aquelas ruas, dia e noite.
Esta cidade tem uma movida incrível e cada recanto tem uma mágia que a torna única.

Fui em 2007, 2009 e 2013...acho que em 2016 não posso falhar este regresso!
Vou apontar para isso...


terça-feira, 15 de setembro de 2015

Felicidade

Achei curioso este artigo sobre o cheiro da felicidade.
De facto nunca tinha penso na felicidade desta forma.

Deixo o link directo para o artigo, no site da Oriflame Portugal (marca da qual sou assessora):
http://pt.oriflame.com/beautyedit/health-beauty/what-happiness-smells-like 















Felicidade em forma de cheiro. A minha definitivamente cheira a primavera!

Amizade

Bem sei que toda a gente fala do tempo, de não termos tempo para isto ou para aquilo ou para nada!

Tempo para conversar com os amigos ou com a família.
Tempo de fazer uma chamada a alguém com quem não falamos há alguns meses.
Tempo para enviar um sms só a dar um "alô" aquela amiga... 

Tudo gira à volta do tempo.
Hoje mais do que nunca. 
Ou será por estar mais velha que o tempo parece desaparecer num abrir e fechar de olhos?

Mas quem é que raio se lembrou de criar o tempo?!? Horas? Minutos? Para quê?
 
Contudo, há coisas que o tempo não apaga e a distância não separa.
E uma delas é a amizade. 

Não a amizade de circunstância, de momentos, de fases.
 Mas sim amizade de anos. De uma vida em comum de vivências, de experiências, de viagens, de alegrias e de tristezas. 
Aquela amizade incondicional, que mesmo não estando de acordo connosco nos ouve e nos aconselha e nos ajuda e nos ampara e nos seca as lágrimas ou ri às gargalhadas connosco.
Aquela amizade que sem nos vermos com a frequência que queríamos, sabemos que ela estará lá sempre...

A esta amizade brindo aqui. Agora. Porque felizmente tenho os melhores amigos do Mundo, que sabendo o pouco tempo que vou tendo, continuam a caminhar ao meu lado, mesmo distantes, me seguem e quando os chamo por algum motivo (seja bom ou mau), eles lá estão. De pedra e cal.
Não são muitos. Uma mão chega para todos e é capaz de sobrar o dedo mindinho...

Obrigada a vocês! 
Convosco tudo é mais fácil.


Podia dizer os vossos nomes....podia....mas não era a mesma coisa!

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Manic Monday

Estes recomeços de semana são sempre complicados.
Odeio as segundas-feiras.
Não todas.
Mas estas que tenho que vir trabalhar, depois de um fim de semana (tão pequeno), onde o tempo não chega para fazer nem metade do que queria...grrrrrr....
Que termine depressa este dia. E venha a sexta feira.


sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Onde é que estavas no 11 de Setembro?

Acho que este dia é quase como o sketch do Herman Enciclopédia:
"Onde é que estavas no 25 de Abril?"

E de facto é isso...
Quem viveu o 25 de Abril de 1975 sabe perfeitamente onde estava nesse dia; tal como nós que vivemos o 11 de Setembro de 2001 o sabemos.

O dia em que o Mundo realmente mudou. Mudou muito. Para pior. Tudo pior.


quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Os 10 Objectivos de Vida de Um Adulto

Almocei num shoping hoje, como não há ainda aulas, estava cheio de pais e crianças pequenas e de adolescentes. 
E, quando regressava ao trabalho, vinha a pensar em várias coisas ao mesmo tempo, mas aquela que me prendeu mais foi mesmo esta ideia.

Os 10 Objectivos de Vida de Um Adulto (na minha perspectiva,claro): 
  
O Primeiro é sair de casa dos pais e comprar uma casa (isto se tiverem emprego), para viverem sozinhos ou com alguém;
O Segundo é arranjar parceiro/a (caso não esteja já inerente ao primeiro objectivo);
O Terceiro é comprar um carro (bom), com uma prestação razoável para não ficarem com a corda ao pescoço;
O Quarto será com toda a certeza, pagar a casa, as contas, o carro, e ainda ter trocos para umas roupas novas, o último grito da moda;
O Quinto é conseguirem, depois de pagar tudo o que falei anteriormente, jantar fora ou mesmo sair à noite ao fim de semana;
O Sexto poderá eventualmente ser ter um filho. Os anos começam a passar e toda a gente começa a pressionar para esta questão;
O Sétimo será, depois da chegada do filho (e um filho é a melhor coisa do Mundo e arredores), será pensar em trocar de carro (ainda por pagar), porque ter uma carrinha é essencial para poder toda a família viajar confortavelmente e todo o material da criança poder caber;
O Oitavo será chegar ao final do mês com algum dinheiro poupado (complicado), já que depois de pagar as contas mensais, a casa, o carro novo e nova prestação, o colégio da criança, as roupas da criança porque cresce todos os dias mais um centimetro, poupar 5 euros é uma festa;
O Nono objectivo será, perante todas estas adversidades, ter um segundo filho!!!!

E por fim, o décimo objectivo do adulto será conseguir manter o bom emprego, o carro, a casa, os colégios, e ainda conseguir manter a chama acesa da sua relação afectiva e ter alguma vida social! Vá, já nem falo em férias de duas semanas no Algarve...

Ufa! Agora percebo quando era criança e me diziam que era a época melhor da nossa vida.
E não é que era mesmo?

 












Caminho

O nosso caminho faz-se caminhando, nesta estrada que chamamos de vida, construindo todos os dias sempre algo, ser feliz sempre mais hoje do que ontem e menos que amanhã...


 (imagem é uma pintura a oleo de #salvadordali, "archaeological reminiscence of millet s angelus")

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Tempo

Só ontem....

...percebi que não há tempo a perder, que por mais que tentemos planear os nossos dias, acabam por ser os dias a planear a nossa vida....

E percebi ainda que o tempo escorre de tal forma por entre os dedos, que por mais que o tentemos agarrar, para que fique parado num qualquer instante, ele não pára!!! 

(apenas pensamentos meus )



terça-feira, 8 de setembro de 2015

The Prestige

Todos os anos, pelo menos uma vez, revejo este filme.
"The Prestige" -- O Terceiro Passo, em português.

Com um elenco de luxo, uma boa realização e um argumento soberbo, esta longa metragem conta a história de dois mágicos rivais, em busca do sucesso, em pleno final do século XIX em Londres, que diariamente se atropelam, quer a nível pessoal, quer profissional. Vivem em permanente busca pelo segrego do último truque do outro. E o final é sempre surpreendente. Sempre. 

E o filme começa logo com esta introdução fabulosa, pela excelente voz de Michael Cane:
"Todos os truques de magia consistem em três partes ou actos. A primeira parte chamamos "A Promessa". O mágico mostra algo comum: um baralho de cartas, um pássaro ou um homem. Ele mostra esse objecto. Talvez lhe peça até para o inspeccionar, para ver que de facto é real, inalterado, normal. Mas é claro...provavelmente não o é! 
O Segundo acto chamamos "The Turn" (que pode ser a mudança). O mágico transforma algo comum em algo de extraordinário. E agora vocês ficam à procurar do segredo...mas nunca o irão encontrar, porque na realidade nem estão à sua procura. Na realidade, vocês nem sequer querem saber. Vocês querem ser enganados. Mas, ainda não é altura para o aplauso. Porque fazer algo desaparecer não é suficiente, o mágico terá que trazer de volta. 
E por esta razão, cada truque de magia tem um terceiro passo. A parte mais difícil. A parque em que chamamos "The Prestige".

Ver bom cinema: ora aqui está um lema que me assiste.
Não tenho tempo para perder com filmes sem interesse (para mim). E voltarei a ver este, sempre que me apetecer, porque me surpreendo sempre com alguns pormenores que me falham de cada vez que o vejo de novo...




















A Estrada





Na vida não importa apenas seguir a estrada... 

Importa sim que sigamos a estrada certa, o caminho que escolhemos, pois as nossas escolhas são o que somos e o que somos é o que faz de nós pessoas melhores ou piores. 

 Eu vou seguindo o meu caminho, a estrada que eu escolhi, partilhando a vida com aqueles que realmente valem a pena e que acrescentam valor à minha existência.

(não li em lado nenhum, é apenas um pensamento meu...mas podia ser teu!

Enjoy life!!!!)

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

The Walking Dead --- Segunda Temporada


Não sou facilmente impressionável. Não.
Sou de lágrima às vezes fácil. Confesso que sim.
Adoro uma boa série, um bom enredo. Com toda a certeza.
E The Walking Dead tem isto tudo e mais alguma coisa. Alguns episódios menos conseguidos, mas de forma geral bons. Apesar de nem todos os actores intervenientes terem um papel excelente, o núcleo central (até agora, temporada II, episódio 7), ainda convence.
Convence tanto que esta noite tive pesadelos.

Tenho muitas vezes o sono agitado, mas há muito tempo que não me lembrava de tal coisa me acontecer a meio da noite.
Não é que me levantei, sentei-me ao fundo e na ponta da cama, pés no chão e comecei a tapar um “suposto buraco”, no chão de madeira (mas que na realidade estava a acontecer na minha cama, com os meus lençóis, um buraco imaginário no colchão)?
Pois é verdade.
Estiquei o lençol de cima, todo para cima, de tal forma que fiquei ao relento.
Sem nada a tapar-me.
E a aflição era tanta de o bicho sair por aquele buraco que voltar a deitar-me foi um custo.
Acordei novamente, ainda não tinha nascido o dia, com um frio de rachar, congelada, dor de garganta mais acentuada, pois estava de calções e t-shirt, e completamente destapada, só para o bicho não sair dali.
Estranhos sonhos.
Mas uma coisa é certa: esta é uma grande série, sim, mas perturbadora ao nível do sono e muito!

Hoje vou tentar ver mais um episódio…tentar…
E espero desta vez não ter que me esconder no armário!


domingo, 6 de setembro de 2015

Sem Título



Pois é um facto.
Os anos vão passando e á medida que os vamos conseguindo ainda comemorar, a mesa vai ficando mais vazia de gente. Não de gente nova, mas de gente mais velha.
Infelizmente é mesmo assim…uns vão partindo e outros chegando. Mas a velocidade dos que partem é consideravelmente maior à dos que chegam.
Vicissitudes inerentes ao período de baixa natalidade na família.
Haja saúde.
E brindemos a isso.
E aos primos que vão comemorando aniversários.
E a nós, deste lado, que vamos assistindo, felizes.

sábado, 5 de setembro de 2015

Hoje lembrei-me deste poema...

Aniversário

No tempo em que festejavam o dia dos meus anos,
Eu era feliz e ninguém estava morto.
Na casa antiga, até eu fazer anos era uma tradição de há séculos,
E a alegria de todos, e a minha, estava certa com uma religião qualquer.

No tempo em que festejavam o dia dos meus anos,
Eu tinha a grande saúde de não perceber coisa nenhuma,
De ser inteligente para entre a família,
E de não ter as esperanças que os outros tinham por mim.
Quando vim a ter esperanças, já não sabia ter esperanças.
Quando vim a.olhar para a vida, perdera o sentido da vida.

Sim, o que fui de suposto a mim-mesmo,
O que fui de coração e parentesco.
O que fui de serões de meia-província,
O que fui de amarem-me e eu ser menino,
O que fui — ai, meu Deus!, o que só hoje sei que fui...
A que distância!...
(Nem o acho... )
O tempo em que festejavam o dia dos meus anos!

O que eu sou hoje é como a umidade no corredor do fim da casa,
Pondo grelado nas paredes...
O que eu sou hoje (e a casa dos que me amaram treme através das minhas lágrimas),
O que eu sou hoje é terem vendido a casa,
É terem morrido todos,
É estar eu sobrevivente a mim-mesmo como um fósforo frio...

No tempo em que festejavam o dia dos meus anos ...
Que meu amor, como uma pessoa, esse tempo!
Desejo físico da alma de se encontrar ali outra vez,
Por uma viagem metafísica e carnal,
Com uma dualidade de eu para mim...
Comer o passado como pão de fome, sem tempo de manteiga nos dentes!

Vejo tudo outra vez com uma nitidez que me cega para o que há aqui...
A mesa posta com mais lugares, com melhores desenhos na loiça, com mais copos,
O aparador com muitas coisas — doces, frutas, o resto na sombra debaixo do alçado,
As tias velhas, os primos diferentes, e tudo era por minha causa,
No tempo em que festejavam o dia dos meus anos...

Pára, meu coração!
Não penses! Deixa o pensar na cabeça!
Ó meu Deus, meu Deus, meu Deus!
Hoje já não faço anos.
Duro.
Somam-se-me dias.
Serei velho quando o for.
Mais nada.
Raiva de não ter trazido o passado roubado na algibeira! ...

O tempo em que festejavam o dia dos meus anos!...

Álvaro de Campos, in "Poemas"
Heterónimo de Fernando Pessoa

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Refugiados

O drama da Europa e do Mundo assola-nos a todos neste ano de 2015...

E esta imagem percorre o planeta hoje... e é tão triste e ao mesmo tempo tão aterrorizadora. 
Paz às suas almas, infelizes crianças que nem sabem porque fogem dos seus países, nem sabem o que os espera. 

O silêncio...


terça-feira, 1 de setembro de 2015

Dez Anos




O desporto.

Sempre foi algo que me agradou toda a vida.
Quando era estudante (até ao final do secundário), fazia parte de tudo o que era equipa e desporto escolar. Além de jogar, ainda arbitrava alguns jogos de voleibol, basquetebol e futsal. Jogava futsal pelo clube ADCEO (mais conhecido pelo “Encarnação”, nos Olivais) e ainda treinava uma equipa de futsal feminino na escola, de raparigas mais novas que eu.

Aos 16 anos de facto temos uma energia inigualável.

Depois, finalizado no ano de 2005 o curso de Comunicação Social, lá segui para o estágio, num jornal desportivo, claro! Foi uma experiência fabulosa, durante três meses, a começar dia 16 de Agosto e a terminar a 16 de Novembro desse mesmo ano.
E ontem, ao ver na Eurosport em directo o US Open, (assisti à partida de Novak Djokovic) recuei dez anos no tempo.

Precisamente nesta altura recordo-me de quando fazia o fecho da edição diária (a edição era fechada todas as noites, por volta da uma da manhã e seguia então para a gráfica) e de assistir em directo ao torneio de ténis da ATP Tour, US Open 2005, época em que ainda André Agassi jogava e, para mim, o melhor tenista de sempre.

Ainda fiz hoje uma pesquisa no site desse jornal para ver se encontrava algum noticia da época que eu tinha escrito para o site, mas não tive sucesso. Ficam as memórias. Minhas, de quando sonhava ser jornalista desportiva.