sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Sentimentalismos

Ontem, antes de adormecer e enquanto lia este livro, esta citação chamou-me especial atenção para esta forma de estar e pensar.
Porquê? 
Porque simplesmente é mesmo assim que eu olho para a (minha) vida actualmente.
Não escondo sentimentos dos que me são queridos, daqueles que acrescentam valor à minha existência, dos que estão comigo incondicionalmente e me aceitam como sou.
E os outros? 
Os outros que se lixem! Vivam as suas vidas e deixem as dos outros em paz!
"Abraçámo-nos e chorámos jntamente com todos os outros.
Já não me incomodava que as pessoas me vissem chorar. 
Não me ralava nada. Se fossem meus amigos, haveriam de compreender. Se não fossem, que importância tinha o que pensavam de mim?"

In Alex Cross, A Caça, de James Patterson

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Jornalismo De Luto

Condolências às famílias das duas vítimas do terrorismo de um jornalista deprimido (segundo consta) e mentalmente afectado, pois quem filma uma coisa destas e publica na sua conta de Facebook não pode estar bem...
2 jornalistas assassinados à queima roupa no exercício das suas funções profissionais...
 
Os EUA estão cheios de gente sem tino e com armas a mais. Mas no resto do Mundo também!

Descansem em Paz. 
Que neste plano do Universo, Paz é coisa que não existe, nem sabem seu significado.

Sonhos Profissionais



Ser jornalista. 

Praticamente toda a minha vida o sonhei ser. E consegui. Por momentos.

Tirei o curso superior, fiz formações (nunca cheguei a tirar a carteira profissional), e claro, fiz igualmente estágios não remunerados. 
Depois seria uma sorte conseguir ficar no tal jornal desportivo onde estive três meses, essencialmente a trabalhar em jornalismo digital (escrever para o site).

Após a preferência pelo desporto, ser repórter de guerra era talvez a segunda área que mais me fascinava. Cenários de conflito: habituei-me a ver o jornalista José Rodrigues dos Santos neste papel e em certa altura da minha vida achava que seria mesmo aquilo que eu gostaria de fazer: reportagem em zonas de conflito.

No entanto, o jornalismo que eu achava conhecer (há 15 anos quando escolhi esta área) desilude-me muitas vezes. Principalmente aquele jornalismo brega. Fácil. Sem conteúdo, apenas exploração da notícia mesquinha do quotidiano de cidadãos comuns. 

Mas, felizmente e graças à TV por cabo, ainda existem bons canais de informação (mesmo portugueses). 


quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Marrocos



Hoje dei por mim a reler alguns post`s do meu outro blog de viagens, o Descobrir Marrocos.
Senti saudades daquele lugar. Confesso. E eu sou mesmo assim: saudosista.

Partilho aqui o que escrevi por lá, no dia 12 de Março de 2015


LEMBRANÇAS

Marrocos.
Deixa saudades.
Marca na pele a vivência.
A experiência dos dias longos.
Acordar cedo.
Almoçar no campo.
Continuar estrada fora até ao destino.
Parar para apreciar a paisagem.
Parar para falar com as gentes.
Seguir viagem.
Dormir bem. Dormir mal. Descansar.
De manhã começar de novo.
E assim fomos e viemos.
Durante 15 dias. Felizes.
Voltarei um dia. Talvez.

Até breve Marrocos.
Deixas-te em mim marcas que tempo nenhum apagará.

terça-feira, 25 de agosto de 2015

O poema que te dá nome

A espantosa realidade das cousas
É a minha descoberta de todos os dias.
Cada cousa é o que é,
E é difícil explicar a alguém quanto isso me alegra,
E quanto isso me basta.

Basta existir para se ser completo.

Tenho escrito bastantes poemas.
Hei de escrever muitos mais. Naturalmente.

Cada poema meu diz isto,
E todos os meus poemas são diferentes,
Porque cada cousa que há é uma maneira de dizer isto.

Às vezes ponho-me a olhar para uma pedra.
Não me ponho a pensar se ela sente.
Não me perco a chamar-lhe minha irmã.
Mas gosto dela por ela ser uma pedra,
Gosto dela porque ela não sente nada.
Gosto dela porque ela não tem parentesco nenhum comigo.

Outras vezes oiço passar o vento,
E acho que só para ouvir passar o vento vale a pena ter nascido.

Eu não sei o que é que os outros pensarão lendo isto;
Mas acho que isto deve estar bem porque o penso sem estorvo,
Nem idéia de outras pessoas a ouvir-me pensar;
Porque o penso sem pensamentos
Porque o digo como as minhas palavras o dizem.

Uma vez chamaram-me poeta materialista,
E eu admirei-me, porque não julgava
Que se me pudesse chamar qualquer cousa.
Eu nem sequer sou poeta: vejo.
Se o que escrevo tem valor, não sou eu que o tenho:
O valor está ali, nos meus versos.
Tudo isso é absolutamente independente da minha vontade. 

Alberto Caeiro, in "Poemas Inconjuntos"
Heterónimo de Fernando Pessoa

Meu Pequeno Lugar Encantado

Toda a minha vida me recordo de escrever.
Nem tanto de ler, mas sempre de escrever.
Nas contra capas dos cadernos da escola, nos livros escolares, nas folhas com aromas que trocávamos entre amigas quando eramos crianças, em post it`s para deixar um recado ou uma mensagem especial... 
Cheguei mesmo a escrever nos famosos diários da época de 80, onde partilhávamos experiências, amores e desamores, diários com cadeados e escondidos para os pais não poderem ver os nossos dramas diários.

Uma época boa, esta a de ser criança.
Nesta altura tudo era belo, mesmo os desamores tinham a sua piada. 
Os dias eram longos, os verões não tinham fim e as férias da escola eram excelentes para podermos brincar na rua todos os dias com os nossos amigos. 
Toda a família se reunia à mesa, os avós tomavam conta de nós, os tios e primos visitavam-nos aos fins-de-semana, havia pic nic`s na serra e na nossa aldeia nos reuníamos nos verões quentes de outrora…

Assim, criei este blog basicamente para escrever, partilhar alguns textos meus, pensamentos, opiniões ou simplesmente comentar algo. Vou igualmente sugerir leituras ou outros textos interessantes.
Ler e escrever: sempre de mãos dadas!

E a espantosa realidade das coisas (que dá o nome a este meu espaço) é nada mais nada menos que o título de um poema de Alberto Caeiro (heterónimo de Fernando Pessoa - que já publico na integra no post seguinte) e que retracta, no fundo, muito do que sou: descobrir-me todos os dias e perceber o quanto simples é a nossa vida, se olharmos para ela da melhor forma: vivendo-a!

Assim nasce hoje este Meu Pequeno Lugar Encantado, onde só entra quem eu mais quiser…

Boas leituras e nunca deixem de sonhar!