Meu blog, meu espaço, meu querido.
Aqui partilho algumas ideias, alguns pensamentos, alguns hobbies e afazeres.
É bom ter este espaço onde posso de vez em quando dar asas à minha imaginação e escrever sobre os mais variados temas de que gosto.
Não o criei para ter milhões de seguidores, mas sim para ele me seguir a mim.
Gosto deste cantinho e espero que o consiga ir sempre actualizando quando quero!
Que nunca me falte imaginação nem algum jeito para escrever.
E os amigos gostem de me ler... Gosto mesmo disto!
Escrevo para mim, porque gosto de me ler. Não tenho pretensões de ser seguida por milhões, este blog nasce desta minha paixão pelas letras, que juntas formam palavras que formam frases e pensamentos meus. Leiam-me, se gostarem. Sigam-me, se quiserem!
segunda-feira, 28 de agosto de 2017
segunda-feira, 21 de agosto de 2017
Era Uma Vez Uma Mulher
Quarto Desafio de Escrita Criativa
Este é o meu texto:
"Havia uma mulher que..."
Continue, acrescentando não menos de 300 palavras, este texto.Este é o meu texto:
Havia uma mulher que era tão
feia, tão feia, mas tão feia, que vivia isolada do mundo desde sempre. Quando
nasceu, era a criança mais desejada da sua aldeia. No entanto, assim que a mãe
a viu, chorou sete dias e sete noites, horrorizada por esta bebé ser tão feia.
O seu pai, independentemente da
sua pouca beleza, amava-a como nunca amou nada na vida. Também chorou, coitado,
sozinho à noite, na sua biblioteca. Chorava, não porque sabia que a sua querida
menina era feia, mas porque sabia que ela ia sofrer a vida inteira por ser
assim. Diferente.
Cortava-lhe o coração ver todos à
sua volta gozarem com a menina, que mal tinha horas e já era desprezada por
toda a comunidade.
A mãe tentou matar-se várias
vezes. Mas ironia do destino, nunca conseguiu. Talvez fosse o seu karma ter que olhar para aquela menina o
resto da sua vida. Por isso, fechou-se a sete chaves noutra casa, isolada de
tudo e todos.
O pai, por seu lado, agarrou-se à
vida e à sua fábrica de ferro, dedicou-se ao seu trabalho afincadamente. Quando
ela era pequena só ele a visitava. Lia-lhe histórias todas as noites antes de
ela adormecer, levava-lhe o pequeno-almoço todas as manhãs antes de sair para
trabalhar, vinha almoçar com a filha, voltava para a fábrica e fazia questão de
jantar com ela.
Quando ela fez seis anos
contratou uma professora para dar aulas à sua menina, que cresceu encarcerada
na torre mais alta da sua casa. Quase ninguém tinha autorização para a visitar.
A mãe mão mais a quis ver.
Para celebrar os seus dezoito
anos, o pai organizou uma festa para toda a gente da aldeia e arredores. Queria
apresentar a filha ao mundo. Era um pai orgulhoso dela e assim que o baile
começou, Ana desceu a escadaria, coberta por um véu cor-de-rosa, num vestido
deslumbrante, feito à sua medida. As luzes estavam quase apagadas, todos
pensaram que o pai não queria que se assustassem ao vê-la. Toda a gente sabia
que ela era feia, mas há dezoito anos que ninguém a via.
Quando a música começou a tocar,
Ana retirou o véu e o som do espanto percorreu a sala. Ana tornou-se numa
mulher única, de uma beleza esplendorosa, um corpo de sonho e uma inteligência
fora de série. Todos os solteiros queriam dançar com ela; os homens casados
também mas não podiam.
No final da noite, a mãe apareceu
sorrateiramente para ver como estava a correr o baile e logo que viu a filha
nem quis acreditar em como ela se tinha tornado numa mulher bonita, com um
rosto cheio de luz em contraste com a torre escura onde sempre viveu.
Ana viu-a, chamou-a para si. Dançaram
as duas. A mãe chorou de vergonha e Ana perdoo-a. O pai voltou a sorrir, a mãe
viveu envergonhada o resto da vida.
E Ana? Ana voltou para a sua
torre, sua fortaleza, onde sempre quis viver, embora a partir deste dia não
mais ficou fechada, assumindo os negócios do pai, casou com o homem mais
bondoso da aldeia e fez fortuna. Foi mãe de um rapaz e deu-lhe o nome do seu
pai: Francisco.
sexta-feira, 18 de agosto de 2017
Quarenta, e Agora?!
Terceiro desafio do concurso de Escrita Criativa.
"Escreva uma história, com não mais de 300 palavras, em que a personagem principal seja uma mulher de 40 anos."
Este é o meu texto:
"Escreva uma história, com não mais de 300 palavras, em que a personagem principal seja uma mulher de 40 anos."
Este é o meu texto:
Desde 2002, altura em que
terminaram a licenciatura, que no mês de Abril todos se voltam a reunir para
celebrar a amizade, recordar os tempos de faculdade e as noitadas das semanas
académicas de todo o país. Este ano não foi excepção. É um fim-de-semana sem
famílias!
Todos os anos é nomeado alguém
para a organização, desde as dormidas, os almoços, os jantares e as actividades
complementares, diurnas ou nocturnas. Este ano foi a vez de Luísa organizar
tudo. Pediu ajuda a Sofia na escolha do local onde iriam todos dormir, e
optaram por alugar um monte em Odemira para os três dias de infinita loucura.
Um monte, doze amigos (oito
mulheres e quatro homens), três dias, duas noites: diversão em estado puro. São
todos divorciados, excepto o Manuel, que é casado com a namorada de infância, a
Rute, desde os 24 anos e têm 4 filhos, todos separados entre eles por apenas 2
anos cada um.
Este ano, coincidência, o evento calhou
nas comemorações do 40º aniversário da Luísa, pelo que a festa prometia! Luísa
estava até um pouco apreensiva porque estava separada de fresco e tinha receio do que poderia acontecer no meio
daquela adrenalina e bebedeira que normalmente pauta estes encontros. Sentia-se
vulnerável e a celebração dos seus quarenta anos, aliada à celebração dos seus
seis meses de divorciada tinham nela um efeito um pouco agridoce.
Luísa acabou por se envolver com
o Henrique durante aqueles dias e agora nem sabia bem como encarar aquela
situação peculiar, já que ele trabalha com o seu ex-marido e a ex-mulher é
sócia dela na empresa de consultadoria.
- Que merda! Foi preciso chegar aos quarenta para
fazer asneiras como se tivesse 15! Porra pá! – Reflectia Luísa a caminho de
Lisboa, no regresso a casa.
quarta-feira, 16 de agosto de 2017
Não Sei Se Ria ou Se Chore
Segundo Desafio do curso de escrita criativa:
"Escreva um texto, com não mais de 300 palavras, que faça rir e chorar em doses iguais."
Este é o meu texto:
"Escreva um texto, com não mais de 300 palavras, que faça rir e chorar em doses iguais."
Este é o meu texto:
Todas as sextas feiras Frederico
apostava num jogo de sorte em conjunto com os colegas do trabalho e ao final do
dia, como que em modo de ritual, ia fazer as apostas de cada um para o
fim-de-semana.
Na papelaria habitual, Frederico
escolhia os números e as letras. Mas, num destes dias, Frederico pousou a
carteira das moedas em cima do balcão, distraidamente e confiante, já que era a
papelaria do bairro, onde todos se cumprimentam. Contudo, há sempre
desconhecidos e oportunistas, e há primeira ocasião que pôde, uma senhora de
cabelos longos e brancos fanou-lhe a carteira.
Frederico estava incrédulo!
- Como é possível isto ter
acontecido? Mas…mas…a carteira estava aqui mesmo em cima…Porra!
Ao ver a filmagem do
acontecimento, Frederico perdeu a cabeça! Fez queixa à polícia e foi tratar dos
documentos que perdeu – cartão do cidadão, carta de condução e multibanco.
Segunda-feira, ao contar aos
colegas o episódio, claro que todos se riram dele. E quando mostrou o vídeo
então, a risada foi geral. Pobre
Frederico. Que fazer agora?
Bem, documentos cancelados era
tempo de fazer novos.
Dirigiu-se aos serviços do “Perdi
a Carteira”, tirou a senha e aguardou a sua vez.
- Boa tarde, em que posso
ajudá-lo, senhor?
- Boa tarde minha senhora, perdi
a carteira e preciso de tratar do cartão de cidadão e da carta de condução, por
favor.
- Tem marcação?
- Desculpe?
- Se tem marcação?!
- Não. Mas é preciso?
- Claro! Este balcão só funciona
por marcação. Agende telefonicamente e volte cá quando disserem, está bem?
Obrigada. Próximoooooo…..!
“Marcação? Marcação? – repetia
para si, completamente aparvalhado - já nem sei que pensar. Aliás, nem sei se
isto me faz rir, se me faz chorar em doses iguais. Porra pá! Maldito vício do
jogo! “
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