quinta-feira, 22 de outubro de 2015

10 Anos

É díficil escolher apenas uma imagem de ti. De nós.
Nestes dez anos de vida, da tua vida, felizmente fiz parte de muitos momentos.
Todos bons.
Que continues assim, de sorriso maroto, de riso fácil, de brilho nos olhos próprio das crianças.

Um dia te farás mulher. 
Que nesse dia eu aqui continue, ao teu lado, sempre disponível para ti.
Minha sobrinha do coração. 
Meu primeiro amor. 
Amor Eterno. 
Adoro-te minha querida.

Muito Parabéns, Muitos Anos de Vida!

Esta é sem dúvida a nossa imagem...tu com alguns dias e eu cheia de orgulho em te pegar ao colo.
Nunca tive muito jeito para bebés tão pequenos, mas em ti não consegui deixar de pegar, de abraçar... Minha Inês! 





sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Oh tempo volta para trás...

Sábado regressei ao sítio que me viu nascer.
Ao lugar onde cresci, fiz amizades e criei laços para a vida inteira.

Achei tudo tão estranho.
Apesar da proximidade que sinto de todo o espaço envolvente, tudo está diferente.
Tudo parece mais pequeno.

Se eu tivesse saído de lá em criança, compreendia esta sensação de espaço alterada.
Mas não. Saí de lá com 23 anos, já bem crescida.

Saí de lá com tristeza, confesso. 
Foi duro este abandono do lugar que me viu fazer mulher, do lugar onde me formei e onde ganhei as bases de praticamente tudo o que sou hoje. Mas a vida assim o determinou. E a vida assim seguiu o seu rumo.

Sábado regressei a este lugar, sítios de gente boa, de gente feliz.
Relembrei tantas coisas da minha infância, da minha adolescência, que nem sequer tenho palavras para as descrever.

Gravo tudo na memória.
Memórias de uma infãncia muito feliz. Sem qualquer dúvida.
Fui a criança mais feliz do MUNDO. E hoje, sou a miúda mais sortuda do universo.

E cá estou eu. 
Uma saudosista confessa. 
Que fazer? Não sei fingir sentimentos que não tenho...sou muito transparente para aqueles que me conhecem bem. Mas não revelo tudo.

No entanto, confesso: tenho saudades daqueles tempos, naquele lugar, no nosso bairro, na nossa rua, com os nossos amigos. Mesmo distantes, há amizades eternas. A família que escolhemos. E adoro-os a todos!














O banco de jardim onde passava grande parte das minhas tardes com os amigos;
O jardim, hoje meio abandonado e sem as árvores do costume, onde jogávamos à bola e subíamos às árvores para comer abrunhos...






















A porta do prédio. Aqui brincámos muito ao elástico, ao sebbuteo ou simplesmente conversávamos horas a fio... também jogávamos à apanhada, às escondidas...
No canto superior esquerdo, nas janelas do meio, a da direita era o meu quarto...



terça-feira, 13 de outubro de 2015

Estudemos


















Estudar.
É verdade, acho que nasci para estudar.
Adoro ler, escrever, aprender.

Não gosto de todo o tipo de leituras, claro, mas também não sou apaixonada apenas por um só tema em particular.
Tanto leio um bom policial como um excelente romance ou um livro infantil ou de poesia.
A escolha do que ler depende sempre do autor em primeiro lugar e muitas vezes do tema do livro em si.

Já iniciei livros que ao fim de dez páginas larguei de imediato.
Já li um livro até ao fim só porque toda a gente falava bem dele e quando o terminei vendi-o.
Detesto ocupar espaço nas prateleiras com livros desinteressantes. Este era até o primeiro de uma trilogia. Já não comprei nem li mais nenhum. Nem vi o filme sequer.
Péssimo (para mim, claro).

O que eu mais gostei até hoje, sem sombra para dúvidas, foi “Os Maias”. É que nem tenho nenhum outro comparável e confesso que já li muitos e bons livros.
Contudo, aquele mesmo que eu mais gosto é o meu do coração, a história da minha Safira, escrito por mim.

E como não paro, nem de ler nem de escrever, resolvi voltar a estudar!

Hoje começo uma nova etapa, uma pós graduação que me entusiasma acima de tudo pelo seu conteúdo e não pelo que no futuro me poderá eventualmente trazer.
Às vezes o prazer tem que falar mais alto do que o resto!

E a mim, dá-me um prazer enormeeeeee estudar sobre temas que me interessam particularmente!

Boas leituras e já sabem: nunca deixem de sonhar!

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Liberdade

Ontem foi noite de eleições.
Mais uma vez, o povo decide. 
A isto chamamos Liberdade.

E para quem não sabe o que é a LIBERDADE, eu passo a explicar, o termo técnico da coisa, o termo que vem descrito na enciclopédia (que, para aqueles que também nunca ouviram falar de uma enciclopédia, fiquem a saber que é um livro enorme onde podem descobrir coisas interessantes sobre diversos conceitos mundiais). 
Claro que estes conceitos não os inventei, até porque apesar de eu adorar escrever ficção, estes são conceitos reais. 

Liberdade:
Em filosofia, pode ser compreendida tanto negativa quanto positivamente.
Sob a primeira perspectiva, denota a ausência de submissão e de servidão.
Na segunda, é a autonomia e a espontaneidade de um sujeito racional.


Ora vejamos a opinião de três filósofos acerca do tema:

René Descartes - age com mais liberdade quem melhor compreende as alternativas que precedem a escolha.

Baruch Espinoza - a liberdade possui um elemento de identificação com a natureza do "ser". Nesse sentido, ser ivre significa agir de acordo com a sua natureza. É mediante a liberdade que o Homem se exprime como tal e na sua totalidade. Esta é também, enquanto meta dos seus esforços, a sua própria realização.

Jean-Paul Satre - a liberdade é a condição ontológica do ser humano. O Homem é, antes de tudo, livre.


Sejamos livres de pensar, de agir, de dizer aquilo que nos apetece. Respeitando o outro, sempre.
Mas sou grata por ser livre de pensamento, ter vontade própria, opinião própria, respeitar a opinião dos outros por mais diferente que seja da minha. E saber ouvir é neste processo todo algo muito importante.

Há que saber distinguir a realidade da ficção. Complicado às vezes...

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Sonhando...Sonhava...

Já há alguns dias que não tinha um sono tão agitado.
Mas hoje aconteceu novamente. Pesadelos.
Não, desta vez não foi com mortos vivos a quererem subir pela cama acima.
Foi um bocado mais perturbante até.

Sonhei que ia na estrada, no meu clio, parecia o fim do mundo.
As estradas estavam vazias de tudo, só cheias de folhas secas e rodeadas de arvores e pedras.
(para quem já viu o The Walking Dead, esta paisagem é sem dúvida retirada de lá).

Seguia então, sozinha, quando de repende à minha frente surgem uma série de obstáculos. Árvores, vegetação, pedras...desviei-me do primeiro tronco enorme, mas um carro verde escuro (imaginem, um Hyundai Matiz) bateu-me na traseira e despistei-me. Ainda tentei controlar o carro, mas bati numa pedra e lá fui ribanceira abaixo, consegui saltar do carro qual Lara Croft, e sobrevivi...
O outro carro dispistou-se mais à frente, ardeu por completo.
Horrível!
Angustiante!
E quando cheguei ao pé do Daniel, a chorar, para lhe dizer que me tinha acontecido isto, que o clio estava todo partido, que eu já não tinha carro, ele disse-me:
"Bora Riti, vamos ver a Prova Nacional de Carrinhos de Rolamentos na nossa rua...".
Enfim...acordei entretanto perante esta frase dele e percebi que tudo não passou de um pesadelo.

Sonhar de facto é mesmo algo inexplicável nas nossas vidas...