Ser jornalista.
Praticamente toda a minha vida o sonhei ser. E consegui. Por
momentos.
Tirei o curso superior, fiz formações (nunca cheguei a tirar
a carteira profissional), e claro, fiz igualmente estágios não remunerados.
Depois seria uma sorte conseguir ficar no tal jornal
desportivo onde estive três meses, essencialmente a trabalhar em jornalismo
digital (escrever para o site).
Após a preferência pelo desporto, ser repórter de guerra era talvez a
segunda área que mais me fascinava. Cenários de conflito: habituei-me a ver o
jornalista José Rodrigues dos Santos neste papel e em certa altura da minha
vida achava que seria mesmo aquilo que eu gostaria de fazer: reportagem em
zonas de conflito.
No entanto, o jornalismo que eu achava conhecer (há 15 anos
quando escolhi esta área) desilude-me muitas vezes. Principalmente aquele
jornalismo brega. Fácil. Sem conteúdo, apenas exploração da notícia mesquinha
do quotidiano de cidadãos comuns.
Mas, felizmente e graças à TV por cabo, ainda
existem bons canais de informação (mesmo portugueses).
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