sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Oh tempo volta para trás...

Sábado regressei ao sítio que me viu nascer.
Ao lugar onde cresci, fiz amizades e criei laços para a vida inteira.

Achei tudo tão estranho.
Apesar da proximidade que sinto de todo o espaço envolvente, tudo está diferente.
Tudo parece mais pequeno.

Se eu tivesse saído de lá em criança, compreendia esta sensação de espaço alterada.
Mas não. Saí de lá com 23 anos, já bem crescida.

Saí de lá com tristeza, confesso. 
Foi duro este abandono do lugar que me viu fazer mulher, do lugar onde me formei e onde ganhei as bases de praticamente tudo o que sou hoje. Mas a vida assim o determinou. E a vida assim seguiu o seu rumo.

Sábado regressei a este lugar, sítios de gente boa, de gente feliz.
Relembrei tantas coisas da minha infância, da minha adolescência, que nem sequer tenho palavras para as descrever.

Gravo tudo na memória.
Memórias de uma infãncia muito feliz. Sem qualquer dúvida.
Fui a criança mais feliz do MUNDO. E hoje, sou a miúda mais sortuda do universo.

E cá estou eu. 
Uma saudosista confessa. 
Que fazer? Não sei fingir sentimentos que não tenho...sou muito transparente para aqueles que me conhecem bem. Mas não revelo tudo.

No entanto, confesso: tenho saudades daqueles tempos, naquele lugar, no nosso bairro, na nossa rua, com os nossos amigos. Mesmo distantes, há amizades eternas. A família que escolhemos. E adoro-os a todos!














O banco de jardim onde passava grande parte das minhas tardes com os amigos;
O jardim, hoje meio abandonado e sem as árvores do costume, onde jogávamos à bola e subíamos às árvores para comer abrunhos...






















A porta do prédio. Aqui brincámos muito ao elástico, ao sebbuteo ou simplesmente conversávamos horas a fio... também jogávamos à apanhada, às escondidas...
No canto superior esquerdo, nas janelas do meio, a da direita era o meu quarto...



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