segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

A Nossa Identidade

Fenomenal.
Há meses que não via um filme tão bom.
Profundo, real, bem realizado, extremamente bem dirigido mesmo!

Julianne Moore nunca foi uma actriz que eu aprecie particularmente, mas tenho que admitir: que papel! Merece sem dúvida o óscar que a academia lhe atribuiu no ano passado.

Esta é a história do quotidiano de alguém, que vive uma vida normal e que de repente sofre uma transformação inacreditável.
Nunca tinha assistido, nem lido nada acerca da doença aqui tratada (Alzheimer Precoce), apenas sabia que as pessoas perdem a memória.
Mas não é apenas e só isso.
É a perca da identidade.

O que somos nós de facto sem a nossa memória? Sem a nossa história de vida?

Um dia Alice, 50 anos, professora universitária, extremamente inteligente, enquanto corria no local habitual, no Campus da Universidade de Colombia, perdeu-se. Não sabia onde estava, por momentos esqueceu tudo.
Quando voltou a ela, consciente disso, comentou com o marido em casa, que desdramatizou, claro.
Contudo, ela decide consultar um especialista. E então é dignosticada a doença que ela mais temia.

A vida de Alice sofre uma enorme mudança. Aos poucos deixa de poder estar sozinha e começa a repetir frases, perguntas, acções.

Uma das cenas que mais me impressionou foi ela estar em casa, na sua casa de férias na praia, onde desde a infância passa grandes temporadas e querer ir ao WC e não saber onde ficava... ela abre todas as portas e mais algumas, até que não aguenta e faz "xixi" pelas pernas abaixo. Desconcertante!

Um filme marcante.
Vejam, é muito esclarecedor em relação a esta doença e de uma representação de todos os envolvidos espectacular! Para mim, um dos melhores filmes de 2015!

Film Quote
“My yesterdays are disappearing, and my tomorrows are uncertain, so what do I live for? I live for each day. I live in the moment. Some tomorrow soon, I'll forget that I stood before you and gave this speech. But just because I'll forget it some tomorrow doesn't mean that I didn't live every second of it today. I will forget today, but that doesn't mean that today didn't matter.” 





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