segunda-feira, 11 de julho de 2016

P O R T U G A L


Quem diria?
Portugal Campeão Europeu 2016.

Depois da fase de grupos sofrida, com um grupo aparentemente fácil, rebuscados do 3º lugar, chegados ali sem nenhuma vitória, só empates e prolongamentos e ainda penalties.
Chegou a vez da fase do mata, mata e perante um País de Gales forte nas meias finais, marcámos  2 golos (Ronaldo a voar quase 3 metros e Nani a finalizar um remate do capitão).
A primeira vitória dentro dos 90 minutos chegava finalmente. Sofrida. Mas chegou. Merecida.

Estávamos assim novamente numa final de um europeu…

Calhou-nos a equipa anfitriã: França. Reinventar a final de 84, em Marselha. Queríamos vingar aquela derrota injusta.

Sabíamos que seria um jogo difícil. Não pelo jogo em si, mas pelo poder que envolve esta equipa e seus defensores na UEFA. Não pela disputa nas 4 linhas, mas sim pela disputa de excesso de poder e excesso de corrupção que envolve o futebol. Infelizmente.

E os franceses foram pequeninos. Não do tamanho do país deles, mas do tamanho da sua mentalidade.
Aos 25 minutos Cristiano Ronaldo saiu. Lesionado. Tentou por tudo desde os 7 minutos aguentar a pancada que sofreu do francês Payet que cruelmente lhe acertou de propósito no joelho mais frágil. Eles sabiam quem tinham que eliminar do jogo. E fizeram-no tão bem como só eles o sabem: à traição.
Uns cobardes!

Entrou Quaresma para o substituir, enquanto Ronaldo saia em lágrimas, de maca, devastado, destroçado.

Também tentarem fazer o mesmo ao Quaresma e ao Nani. Tiveram menos sorte!

Mas no fim, no fim é que se fazem as contas.
E ontem venceu a humildade, a honestidade, a coragem, o talento, a ambição, o respeito. Vitória sofrida de um país inteiro e pequenino contra um Mundo cruel.

Voltamos a ser conquistadores, como noutros tempos de glória, navegando por mares perigosos mas sempre confiantes.

E eu, confesso-me, não acreditava que passássemos da fase de grupos depois do que assisti frente à Islândia (primeira vez numa competição desta natureza)…  
Mas o importante foram eles, que em campo sempre acreditaram e nós aqui no fundo torcíamos e tentávamos igualmente acreditar.
E assim foi: aos 112 minutos do prolongamento, o herói improvável (como  o apelidaram), Éder, marcou o golo da vitória. Sofrido. Mas justo.

Eu disse: as lágrimas do Ronaldo seriam no final de alegria! Grande Capitão deste barco, ao leme com um homem simples e honesto, como poucos, o Eng.º Fernando Santos.

Ficam para a história da história das nossas gentes.

Obrigada Portugal

Obrigada Selecção por ergueremos o nosso nome perante os colossos desta Europa que só nos quer desgraçar mais do que já supostamente estamos.

Fomos grandes, fomos enormes, somos gigantes!

Muito orgulho



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