Quem diria?
Portugal Campeão Europeu 2016.
Depois da fase de grupos sofrida, com um grupo aparentemente
fácil, rebuscados do 3º lugar, chegados ali sem nenhuma vitória, só empates e
prolongamentos e ainda penalties.
Chegou a vez da fase do mata, mata e perante um País de
Gales forte nas meias finais, marcámos 2
golos (Ronaldo a voar quase 3 metros e Nani a finalizar um remate do capitão).
A primeira vitória dentro dos 90 minutos chegava finalmente.
Sofrida. Mas chegou. Merecida.
Estávamos assim novamente numa final de um europeu…
Calhou-nos a equipa anfitriã: França. Reinventar a final de
84, em Marselha. Queríamos vingar aquela derrota injusta.
Sabíamos que seria um jogo difícil. Não pelo jogo em si, mas
pelo poder que envolve esta equipa e seus defensores na UEFA. Não pela disputa
nas 4 linhas, mas sim pela disputa de excesso de poder e excesso de corrupção
que envolve o futebol. Infelizmente.
E os franceses foram pequeninos. Não do tamanho do país
deles, mas do tamanho da sua mentalidade.
Aos 25 minutos Cristiano Ronaldo saiu. Lesionado. Tentou por
tudo desde os 7 minutos aguentar a pancada que sofreu do francês Payet que
cruelmente lhe acertou de propósito no joelho mais frágil. Eles sabiam quem
tinham que eliminar do jogo. E fizeram-no tão bem como só eles o sabem: à
traição.
Uns cobardes!
Entrou Quaresma para o substituir, enquanto Ronaldo saia em
lágrimas, de maca, devastado, destroçado.
Também tentarem fazer o mesmo ao Quaresma e ao Nani. Tiveram
menos sorte!
Mas no fim, no fim é que se fazem as contas.
E ontem venceu a humildade, a honestidade, a coragem, o
talento, a ambição, o respeito. Vitória sofrida de um país inteiro e pequenino contra
um Mundo cruel.
Voltamos a ser conquistadores, como noutros tempos de glória,
navegando por mares perigosos mas sempre confiantes.
E eu, confesso-me, não acreditava que passássemos da fase de
grupos depois do que assisti frente à Islândia (primeira vez numa competição
desta natureza)…
Mas o importante foram eles, que em campo sempre acreditaram
e nós aqui no fundo torcíamos e tentávamos igualmente acreditar.
E assim foi: aos 112 minutos do prolongamento, o herói
improvável (como o apelidaram), Éder,
marcou o golo da vitória. Sofrido. Mas justo.
Eu disse: as lágrimas do Ronaldo seriam no final de alegria!
Grande Capitão deste barco, ao leme com um homem simples e honesto, como poucos,
o Eng.º Fernando Santos.
Ficam para a história da história das nossas gentes.
Obrigada Portugal
Obrigada Selecção por ergueremos o nosso nome perante os
colossos desta Europa que só nos quer desgraçar mais do que já supostamente
estamos.
Fomos grandes, fomos enormes, somos gigantes!
Muito orgulho

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