quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Eu Julgo, Tu Julgas, Julgamos todos Mal

Julgar.
Verbo transitivo. Significa, segundo o dicionário de português, "Proceder ao exame da causa de...", "Decidir - enquanto juiz, árbitro, etc", "Sentenciar", "Formar juízo acerca de..." e por aí fora.

Hoje vinha para casa a pensar neste acto - por vezes inconsciente.
Olhamos à nossa volta e todos os dias somos juízes de algo ou de alguém. Olhamos e achamos que temos o direito de julgar os outros só pelo que vemos, sem avaliar tudo o que esconde apenas por vezes um rosto ou uma simples atitude.

Ninguém conta tudo o que sabe, o que sente, o que pensa.
Cada um conta a versão da sua história, vista da sua perspectiva. Não quer dizer que seja mentira, pode apenas ser a sua forma de olhar para a situação.
O que para muitos parece normal, para tantos outros é uma loucura.

Mas o que define a normalidade afinal?

Eu tenho os meus padrões, aqueles que me ensinaram os meus pais, os que aprendi na escola, os que aprendi nas ruas a brincar com os amigos ou já mais crescida nos empregos por onde fui passando.
Mas teremos todos os padrões alinhados, como os planetas, e em comunhão de bens adquiridos?
Não me parece! 

Somos todos diferentes do ser mais parecido connosco. E não há duas pessoas iguais em lado nenhum. Nem mesmo os gémeos verdadeiros o são. 

Aceitemos os outros, com seus defeitos e virtudes, com suas opiniões, em convergência com as nossas ou não.
Nunca sabemos tudo. Nunca nos contam tudo. Nunca devemos julgar nada! Isso é certo.

E já diz um ditado antigo: "nem tudo o que parece é".

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