Dia dos Namorados
Que me apraz dizer acerca deste dia?
Nunca fui de festejos, sinceramente, nem o dia de aniversário de juntos / casados / enamorados por norma comemoramos.
Não acho mal que o façam, de todo.
Cada um liga às datas que mais lhe interessem. E fazem muito bem.
Este ano por acaso acabámos por ir jantar fora com um casal amigo, mas nada demais, um jantar de amigos normal. Como manda a nossa tradição.
Não gosto muito de comemorar estes eventos de datas por obrigação - tirando alguns aniversários e datas de pessoas que me são chegadas, claro! Também não sou um poço de insensibilidade ;-)
Quando andava no preparatório e mesmo no secundário, lá recebia de quando em vez um urso de peluche branco, a agarrar um coração com folhos e rendas brancas onde se podia ler "I Love You".
Depois comecei a receber algo mais elaborado, um perfume, um relógio ou nada!
Aliás, nada era mesmo a prenda que eu mais gostava de receber.
E porquê?
Porque o amor não se mede em prendas, mas sim em afectos.
Andam os rapazes em correrias nas floristas neste dia para dar às namoradas que tratam mal o resto do ano um ramo bonito de rosas;
Andam elas, a correr as lojas de roupa para dar algo novo para ele estrear - se ainda apanharem os saldos melhor;
Andam todos aflitos porque não sabem o que oferecer e sinceramente é tudo tão piroso o que se vende para este dia, que dá dó.
Portanto, celebremos o dia dos juntos, casados, namorados, chateados, solteiros, encalhados, TODOS OS DIAS DO ANO!
Demos abraços sem serem pedidos, demos beijos sem serem roubados, demos afectos todos os dias a quem partilha a vida connosco, a quem torna os nossos dias mais felizes, a quem ri connosco, ri de nós, com quem conversamos e partilhamos as nossas conquistas, as nossas derrotas, quem nos limpa as lágrimas em dias maus ou respeita os nossos silêncios nos dias comuns.
O diálogo é importante num casal, mas o silêncio é um estado de alma bem mais difícil de decifrar, de compreender e respeitar!

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