sábado, 4 de março de 2017

A dois dias de...

Já falta pouco de facto para completar mais um aniversário.
Este ano contarei os 36 anos de vida.

Como eu estava a dizer antes acerca deste tema, houve uma altura em que adorava fazer a minha festa de aniversário, juntar os amigos, os amigos dos amigos e celebrar.
A partir de 1999 comecei a sair à noite em Lisboa sem precisar que o meu irmão me fosse buscar ao Francês à hora marcada pela minha mãe para a festa terminar.

Mas, nos meus 17 anos, dois amigos meus tiveram um acidente de moto na noite do meu aniversário, à saída do Francês, no regresso a casa, já na Av. de Ceuta. Os dois caíram na mesma curva, com um intervalo de cerca de 5 a 6 horas entre um acidente e outro.
O Fábio mais cedo, ainda esteve em coma uns dias no hospital.
O Rô teve morte imediata no local - levava um capacete tipo penico, porque o melhor capacete deu à namorada, sua pendura.
Durante muitos anos depois nunca mais passei naquela estrada.
Durante muitos anos depois alguém colocava flores muitas vezes naquela curva fatídica.

Foram tempos difíceis, sem dúvida. Perder dois amigos é complicado, no dia de anos é trágico!
E para quem tem apenas 17 anos então, é mesmo um murro no estômago, daqueles que vão doer a vida toda, até ao dia que sucumbirmos. Assim será, pois claro.

No entanto, agora confesso que embora não esqueça o que se passou nem tão pouco as pessoas, já vivo melhor com o dia de aniversário e a festa que teimo em nunca fazer: celebro este dia apenas chamando jantar ao convívio desse dia e raramente tenho bolo com velas. Raramente.

Este ano não será diferente...quase de certeza.

Nunca serão esquecidos, pelo menos enquanto eu fizer anos!

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