Há notícias que recebemos que demoramos horas, dias, meses a processar.
Esta foi uma delas.
No dia 17 de Setembro soube que ia ser mãe. Algo que queria, claro, foi planeado, mas nunca estamos preparados para ver os traços completos no primeiro teste que fazemos.
As minhas mãos tremiam, as pernas oscilavam sem eira nem beira, o coração bombeava de forma estonteante o sangue para todo o meu corpo. Por momentos achei que me ia dar uma coisa.
Mas resisti.
O pai da criança foi o primeiro a saber. Claro! Fiz ao pé dele o teste.
Por muitos anos achava que um dia queria ser mãe, mas nunca foi nada que me fizesse sentir uma coisa a que algumas apelidam de "chamamento maternal".
Aliás, até há bem pouco tempo tinha sérias dúvidas se daria este passo.
Não porque não achasse que o D. não seria um pai perfeito, antes pelo contrário, sempre achei que seria a pessoa certa, por tudo o que somos individualmente e o que representamos juntos!
Decidimos então no verão (17 de Junho) que eu deixaria de tomar a pílula e tudo seguiria o seu curso normal. Achava eu que iria esperar um ano pelo menos para receber esta notícia, eis senão quando, bastou nos esperar apenas 2 meses. E ainda bem!
Ao dia de hoje completo as 14 semanas, já vi o meu bebé 3 vezes (nas ecos), está tudo bem, tudo perfeito, mas ainda não sei o género. Isso de facto torna-se secundário e pouco relevante quando somos pais e lá dizemos nós o que todos dizem: o importante é que venha com saúde! E é mesmo isso.
A sensação de ver o bebé no pequeno ecrã a rodopiar, a chuchar nos dedos, a virar as costas ou mesmo a fazer o pino (como ontem), deixa nos de coração cheio, uma felicidade que não se consegue explicar de forma nenhuma.
E assim, o meu dicionário acabou de ganhar mais duas palavras novas neste final de ano 2017:
- mãe
e
- filho (a)
Não que não tenha mãe ou que não seja filha, mas sim porque vou ser mãe, vou ter um filho(a)!
Há coisas maravilhosas a acontecer...
(imagem retirada da internet)

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