Este Natal teve um sabor especial, pois carrego comigo a melhor prenda de todas: A nossa filha.
Claro que gostávamos de a ter nos braços ou mesmo já a andar para nos podermos vestir de Pai Natal e vir trazer lhe as prendas à meia noite. Mas calma, cada coisa no seu lugar, cada momento a seu tempo. E se já acho que está tudo a passar tão depressa, nem quero pensar quando a começar a ver crescer cá fora!
A árvore tem o enfeite dela este ano e recebi muitas prendas para ela. Tão bom!
Agora falando de assunto "sério".
A maternidade.
Assusta-me. Não vou mentir.
Desde que decidimos dar este passo até ter a nossa filha nos braços é um instante. E se correr tudo bem, melhor. Nisso não me posso queixar, tenho tido uma gravidez fantástica, sem grandes sobressaltos, nem grande mau estar.
Mas assusta-me a chegada de uma criança às nossas vidas.
Sabemos que nada será igual, aliás, já há muitas coisas que mudaram - não para pior, entenda-se, nem todas as mudanças são más, são apenas mudanças.
Mas assusta-me principalmente o facto de poder não estar à altura deste papel: o de educar, de criar, de passar valores, de amar, de zelar, de vigiar, o papel de estar presente. Tenho muito medo do tempo, do pouco tempo que temos diariamente, e de não lhe conseguir dar o meu tempo suficiente para que nunca se possa "queixar" que fui, que fomos, ausentes em momentos importantes.
Talvez algumas pessoas pensem que ter um filho é apenas "ter um filho", mas para mim encaro este papel como O Papel da minha vida, O Papel Principal da minha vida, das nossas vidas, O Papel para o qual não existe manual de instruções e onde cada criança tem as suas características, as suas fraquezas, a sua personalidade. Tentaremos com certeza transmitir os nossos valores, aquilo em que acreditamos. Iremos falhar com certeza nalgumas ou muitas coisas, acertar em muitas outras e ainda tentar adivinhar mais umas quantas.
Faz parte do crescimento de todos enquanto família passar por vários processos de aprendizagem em conjunto.
Mas não duvido: o melhor de mim, o melhor de nós, vem a caminho!

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