quarta-feira, 14 de março de 2018

Chamemos lhes: danos colaterais

Tudo o que possam dizer nos sobre a gravidez, nada será igual ou parecido ao facto de a vivermos.
E nem sempre é uma viagem fácil, por vezes tem dias piores que outros e cada semana, cada mês tem os seus encantos e desencantos.

Ora vejamos, começando pelo inicio:
Deixamos de tomar a pílula e esperamos pelo resultado. Entretanto, enquanto engravidamos ou não, o corpo vai logo mudando. Engordamos uns kg, alargamos uns centímetros e finalmente chega o dia de fazer o teste.
Há 5 semanas que a menstruação não aparece, portanto bora lá.
E dá positivo!
Porra!!! Já?!
Não estamos à espera. De todo.
Embora pareça parvo, não estamos preparados para ver o resultado positivo no objecto.
Mas ele está lá.
Então, vamos à primeira consulta para ver se é mesmo assim.
E é. Lá está o feto, do tamanho de uma lentilha e com um coração que parece o trote de um cavalo.
É aqui que a primeira ficha caí.

Seguimos uma vida relativamente normal, com as suas condicionantes aguardando pela semana 12, que normalmente é quando passa "o pior".

Chega finalmente a semana 12 de gestação, nesta fase não sabemos bem como está o bebé.
Não se sente nada! Não dói nada, não sabemos de nada e mesmo que se sinta alguma coisa, não sabemos o que seja. Temos enjoos matinais, algumas náuseas e no meu caso nada mais do que isso.
Nesta fase apanhei uma intoxicação alimentar, fartei me de vomitar uma das noites, não tive febre nem dada disso, mas foi quase assustador.

Vamos então à eco das 12 semanas e descobrimos que estamos de 13 semanas já.
Ufa, passamos a semana critica à frente 😀 e sabemos nesta altura que tudo está bem, temos uma previsão do sexo, mas nada concreto. A vida corre bem.

E a gravidez segue.
Seguimos felizes.
Semana após semana, a barriga vai crescendo, sem grandes problemas. Continuamos a trabalhar normalmente, a conduzir, cantamos ao volante, jantamos fora com os amigos e ainda conseguimos até às 20 - 22 semanas ir sair à noite, beber um copo (de coca cola) e ouvir uma música ao vivo, dançar, cantar e dar uns saltos!
Ah! Esta sensação é fantástica nesta fase. Sentimos nos vivas!

Depois passamos a fase do segundo trimestre (que termina na semana 24) e iniciamos a fase do último trimestre, que à partida durará até às 40 semanas.
Aqui a nossa vida mudará bastante, pelo menos a minha mudou!

A barriga começa a crescer mais ainda, dia após dia, cada vez mais um bocadinho.
Subimos mais um número de calças, para não estarmos apertadas.
Subir escadas começa a ser cansativo - bom para quem como eu mora num 2º andar sem elevador.
Falar, conversar, faz nos respirar com mais intensidade - eu que adoro falar, até custa.
Acordamos durante a noite para ir ao WC uma ou mais vezes - neste aspecto não me posso queixar muito, pois nem todas as noites acordo.
Mudamos de posição para dormir pelo menos mil vezes.
Dormimos com mais uma almofada na cabeça, uma entre as pernas, uma de lado e ainda uma nos pés, para a circulação se fazer melhor.
Apesar de estarem 3 graus de noite, temos calor debaixo do edredão e frio quando colocamos os braços a apanhar ar.
Calçar as meias começa a ser um problema a partir da semana 30.
Calçar botas então, nem se fala! Ténis calçamos bem, estão sempre com os atacadores apertados e é só enfiar nos pés.
Cortar as unhas dos pés?! Naaaa!!! Já tem que ser na pedicure.
Estar em pé muito tempo custa. Estar sentada também. Andar muito tempo é impossível. Conduzir de panção é uma comédia.
Ter cambras à noite é quase um aspecto diário e corriqueiro.
E a azia à noite é uma probabilidade grande de acontecer.

Bem, estes são apenas alguns "sintomas" comuns a quase todas nós.
Eu tenho-os todos.
Mas ainda só vou nas 32 semanas, portanto, até às 40 acho que mais aparecerão.
Chamemos lhes: danos colaterais 😂😂😂

Tenho sorte com a pele do rosto, está igual; não engordei de cara, praticamente os 13 kg que ganhei até hoje são apenas barriga e pouco mais.
O banho é das coisas que melhor me sabem. Adoro tomar um bom banho.

Agora entrei em contagem decrescente para o final e confesso que o que mais quero é ver a minha filha...








Sem comentários:

Enviar um comentário