Assim vão os dias.
O sábado soa a quinta feira, a segunda-feira parece uma sexta... já a terça cheira a sábado.
Só o domingo continua com o gosto amargo dos domingos comuns.
Os dias parecem iguais e na realidade quase que o são.
Podemos reinventar-nos, podemos ler umas páginas de um livro, ver um episódio de uma série.
Mas a realidade é que esta não é a nossa vida comum.
Apesar do tempo "que me estão dar" para viver com a minha filha a tempo inteiro, a oportunidade de vê la crescer, esta não é a minha realidade.
Eu tenho um emprego, uma profissão, uma rotina diária, colegas de trabalho, faço chamadas, respondo a e mails diariamente.
E agora?
Agora parece que não sou eu e ao mesmo tempo sinto-me agradecida por estes pedaços de tempo em que a vejo crescer, fazemos desenhos, jogamos jogos, regamos a relva, lemos uma história ou fazemos ginástica.
Coisas simples. E que fazem dela uma criança feliz.
Acho que quando isto terminar, vamos poder olhar para tudo e repensar a nossa forma de estar no mundo, diariamente.
A correria dos dias, fará sentido?
Podemos ter uma profissão que nos dê tempo de qualidade com os nossos e de qualidade para nós?
Haverá tempo para ler ou ver um filme?
Ver carros passar ou apanhar pedrinhas?
Ou mesmo tempo só para ouvir o nosso silêncio?
O futuro é incerto...e enquanto ele não chega, vamos viver estes dias com a máxima alegria que consigamos. Em casa.

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