"Escreva um texto, com não mais de 300 palavras, que comece e termine com a palavra "depois"."
Este é o meu texto:
Depois do que ele fez, não
havia volta a dar. Ela estava decidida, queria o divórcio, não aguentava mais nem um minuto
naquela casa!
Foram doze anos de opressão, solidão, sofrimento interior. Doze anos cheios de rejeição, humilhações, muitas lágrimas para tão poucos sorrisos. O filho, agora com dezasseis anos, iria com toda a certeza compreender.
No trânsito, a caminho de casa, pensava nas mil e uma formas de abordar o assunto naquele serão.
"Estou farta desta vida inútil. Farta de existir, quero ser!", pensava Maria, enquanto na rádio batiam as oito horas da noite.
É quarta-feira e o Guilherme tem explicação de matemática, Maria vai buscá-lo para se juntarem ao pai, que possivelmente estará enfiado, literalmente, com a cabeça no ecrã do computador a jogar computador com um bando de gente inútil que vagueia horas a fio online sem motivações profissionais.
Desde que ficou desempregado que Miguel se tornou num ser distante, vago, desinteressante e alheio à vida. Enquanto ela, que ocupava um cargo de topo numa grande empresa e ainda arranjava tempo para estudar à noite, ele ali estava, todos os dias sentado em casa, a fingir que procurava emprego e todos os dias a conversa repetia-se:
- Miguel, essas ofertas de emprego?
- Nada, Maria! Enviei alguns CV mas ninguém me chama!
- E aquele teu amigo da petrolífera, não disse nada?
Foram doze anos de opressão, solidão, sofrimento interior. Doze anos cheios de rejeição, humilhações, muitas lágrimas para tão poucos sorrisos. O filho, agora com dezasseis anos, iria com toda a certeza compreender.
No trânsito, a caminho de casa, pensava nas mil e uma formas de abordar o assunto naquele serão.
"Estou farta desta vida inútil. Farta de existir, quero ser!", pensava Maria, enquanto na rádio batiam as oito horas da noite.
É quarta-feira e o Guilherme tem explicação de matemática, Maria vai buscá-lo para se juntarem ao pai, que possivelmente estará enfiado, literalmente, com a cabeça no ecrã do computador a jogar computador com um bando de gente inútil que vagueia horas a fio online sem motivações profissionais.
Desde que ficou desempregado que Miguel se tornou num ser distante, vago, desinteressante e alheio à vida. Enquanto ela, que ocupava um cargo de topo numa grande empresa e ainda arranjava tempo para estudar à noite, ele ali estava, todos os dias sentado em casa, a fingir que procurava emprego e todos os dias a conversa repetia-se:
- Miguel, essas ofertas de emprego?
- Nada, Maria! Enviei alguns CV mas ninguém me chama!
- E aquele teu amigo da petrolífera, não disse nada?
- Sim, diz que com a minha
idade não tem nenhum lugar para mim, só coisas pequenas, a ganhar o ordenado
mínimo, trabalhos que não são para mim, entendes?
- Se entendo?! Miguel, se entendo?! Esses empregos não são para ti?! E afinal o que é para ti? Director de uma empresa? Empresário? Porra Miguel! Quando vais crescer?
Tinha mesmo que ser hoje!
- Se entendo?! Miguel, se entendo?! Esses empregos não são para ti?! E afinal o que é para ti? Director de uma empresa? Empresário? Porra Miguel! Quando vais crescer?
Tinha mesmo que ser hoje!
Estas coisas não dão para
ficar para depois!!
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