"Escreva um texto, com não mais de 300 palavras, que faça rir e chorar em doses iguais."
Este é o meu texto:
Todas as sextas feiras Frederico
apostava num jogo de sorte em conjunto com os colegas do trabalho e ao final do
dia, como que em modo de ritual, ia fazer as apostas de cada um para o
fim-de-semana.
Na papelaria habitual, Frederico
escolhia os números e as letras. Mas, num destes dias, Frederico pousou a
carteira das moedas em cima do balcão, distraidamente e confiante, já que era a
papelaria do bairro, onde todos se cumprimentam. Contudo, há sempre
desconhecidos e oportunistas, e há primeira ocasião que pôde, uma senhora de
cabelos longos e brancos fanou-lhe a carteira.
Frederico estava incrédulo!
- Como é possível isto ter
acontecido? Mas…mas…a carteira estava aqui mesmo em cima…Porra!
Ao ver a filmagem do
acontecimento, Frederico perdeu a cabeça! Fez queixa à polícia e foi tratar dos
documentos que perdeu – cartão do cidadão, carta de condução e multibanco.
Segunda-feira, ao contar aos
colegas o episódio, claro que todos se riram dele. E quando mostrou o vídeo
então, a risada foi geral. Pobre
Frederico. Que fazer agora?
Bem, documentos cancelados era
tempo de fazer novos.
Dirigiu-se aos serviços do “Perdi
a Carteira”, tirou a senha e aguardou a sua vez.
- Boa tarde, em que posso
ajudá-lo, senhor?
- Boa tarde minha senhora, perdi
a carteira e preciso de tratar do cartão de cidadão e da carta de condução, por
favor.
- Tem marcação?
- Desculpe?
- Se tem marcação?!
- Não. Mas é preciso?
- Claro! Este balcão só funciona
por marcação. Agende telefonicamente e volte cá quando disserem, está bem?
Obrigada. Próximoooooo…..!
“Marcação? Marcação? – repetia
para si, completamente aparvalhado - já nem sei que pensar. Aliás, nem sei se
isto me faz rir, se me faz chorar em doses iguais. Porra pá! Maldito vício do
jogo! “
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