Escreva um texto, com não mais de 300 palavras, em que haja, logo no começo, uma revelação surpreendente.
Este é o meu texto:
“O Mário morreu.”
A notícia chegou a toda a aldeia da
pior maneira: na capa do jornal regional.
Por sorte o Ti Manel ainda assina o jornal semanal e na Casa do Povo lá o vai
folheando nos dias mais parados, para ver as novidades do concelho. E que
novidade esta, hein?! Ninguém esperava.
O Mário tinha ali estado na semana
passada a beber o seu branquinho fresco e cheio de vigor, imagem que o
caracterizava. Aos 93 anos ainda conduzia o seu velhinho carocha com uma
habilidade impressionante. Sim, porque não é fácil conduzir um carro tão antigo
sem direção assistida pelas estradas sinuosas da beira.
Mário
era mesmo um excelente homem. Toda a gente gostava dele nas redondezas. Ele
jogava às cartas, dominó, à malha e ainda dava uma perninha nos matraquilhos se
lhe pedissem muito. Que bom homem. Vai deixar saudades.
Estava anunciado o dia
do velório e do funeral para o dia seguinte. Todas as aldeias estavam a planear
uma homenagem sentida ao homem da terra. Era uma semana triste aquela no
concelho… seria recordado para sempre.
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